Xxgwise
PremiumEntrar
Notícias

Brasil esmaga Panamá por 6 a 2: Vini Jr brilha, Neymar é

Copa do MundoSantos vs CoritibaSantosCoritibaReal MadridPanamáGanaParaguaiLesothoFSV Mainz 05BrasilEgitoMarrocosMarselhaCroáciaInglaterra

Vinicius Jr marcou e deu assistência enquanto o Brasil goleou o Panamá por 6 a 2 em um amistoso de preparação para a Copa. Neymar, lesionado, foi ovacionado

O Maracanã testemunhou uma exibição brasileira no domingo à noite, quando a Seleção desmantelou o Panamá por 6 a 2 em um crucial amistoso preparatório para a Copa do Mundo. Embora o placar sugira um jogo unilateral, a partida revelou tanto o imenso talento à disposição de Carlo Ancelotti quanto as questões persistentes sobre seu time titular ideal. Com o astro Neymar confinado ao papel de espectador, Vinicius Jr assumiu o comando para orquestrar um ataque que acabou sobrepujando os centro-americanos.

Neymar, que lesionou a panturrilha durante um confronto doméstico entre Santos e Coritiba em 17 de maio, não era esperado para jogar. No entanto, o ícone de 34 anos ainda conseguiu dominar a narrativa. Com um boné virado para trás e tênis casuais, ele energizou a multidão de 72 mil pessoas, recebendo aplausos estrondosos toda vez que aparecia nos telões. Sua presença, mesmo das arquibancadas, reconectou a equipe com uma torcida desesperada por sucesso após decepções internacionais recentes.

Ancelotti optou por um esquema 4-2-3-1, escalando um quarteto ofensivo chamativo composto por Luiz Henrique, Raphinha, Vinicius Jr e Matheus Cunha. Surpreendentemente, essa linha de frente estrelada teve dificuldades para encontrar coesão. Os movimentos do Brasil eram frequentemente lentos, e o Panamá explorou a pressão descoordenada para criar perigo nos contra-ataques.

Levaram apenas dois minutos para Vinicius deixar sua marca. O atacante do Real Madrid escapou de seu marcador e finalizou com um chute rasteiro e preciso no canto. No entanto, o Panamá respondeu aos 14 minutos por um golpe de sorte. O ex-zagueiro do Olympique de Marseille, Amir Murillo, cobrou uma falta que desviou em Cunha, enganando Alisson e aninhando-se na rede para um empate inesperado.

Com o passar do primeiro tempo, Vinicius mudou de marcha. Seu cruzamento incisivo aos 39 minutos encontrou o capitão Casemiro, que cabeceou forte para recolocar o Brasil na frente. O gol destacou a crescente influência de Vinicius sob o comando de Ancelotti. Em nove partidas com o italiano no comando, ele contribuiu com três gols e três assistências, um rendimento mais afiado do que sob os técnicos anteriores Tite ou Dorival, onde frequentemente lutava para replicar sua forma de clube.

Após o intervalo, Ancelotti demonstrou a profundidade de seu elenco fazendo dez substituições. As pernas novas injetaram urgência e estilo. Rayan, produto da base brasileira, encobriu o goleiro com um lindo toque por cobertura aos 53 minutos para fazer 3 a 1. Lucas Paqueta adicionou o quarto gol na hora de jogo, finalizando após uma jogada coletiva envolvente. Igor Thiago converteu um pênalti aos 63 minutos, e o veterano lateral Danilo coroou a goleada com um gol tardio.

Endrick, o prodigioso adolescente, mostrou lampejos de seu talento bruto, mas pareceu deslocado no terço final, perdendo várias chances claras. Sua ânsia em impressionar era evidente, mas a tomada de decisão ainda é um trabalho em andamento. Ancelotti espera que a experiência aguce os instintos do jovem antes do torneio de verão.

Falando após a partida, Ancelotti elogiou o esforço coletivo. "Eles mostraram qualidade real e provaram que podem competir com os titulares", comentou. "Foi uma noite magnífica que nos deu um grande impulso de confiança". Os experimentos do técnico claramente valeram a pena, levantando dilemas agradáveis de escalação à medida que a Copa se aproxima.

O Brasil segue agora para os Estados Unidos para finalizar a preparação. Um amistoso contra o Egito os espera em 6 de junho em Cleveland, seguido pela estreia na Copa contra Marrocos em 13 de junho em Nova Jersey. As atuações contra o Panamá sugerem que Ancelotti tem múltiplas opções táticas, mas a identidade de sua espinha dorsal preferida permanece indefinida.

Vinicius Jr está emergindo como o talismã indiscutível desta nova seleção brasileira. Sua capacidade de assumir a responsabilidade criativa na ausência de Neymar silencia os críticos e força os adversários a recalibrarem seus planos defensivos. Se a equipe conseguir mesclar sua vitalidade juvenil com a experiência de veteranos como Casemiro e Alisson, uma campanha profunda no torneio parece factível.

Para o Panamá, a derrota serve como um duro choque de realidade. Sorteado no grupo com Inglaterra, Croácia e Gana, seu caminho para o mata-mata parece assustador. Falhas defensivas e uma confiança excessiva na força física foram impiedosamente expostas. Eles precisam se reagrupar rapidamente para evitar uma eliminação precoce.

Baseado em reportagens do L'Equipe.