Em uma declaração recente, Ed Craven, co-fundador da plataforma de streaming Kick, colocou em dúvida a eficácia das medidas recentemente anunciadas pelo Twitch para combater o uso de bots de espectadores. A crítica de Craven se concentra no que ele vê como lacunas fundamentais na estratégia do Twitch.
Craven argumenta que é improvável que o Twitch imponha banimentos aos seus maiores streamers, mesmo que sejam pegos inflando suas contagens de espectadores. Seu raciocínio é que esses criadores proeminentes podem facilmente se esquivar da responsabilidade alegando que a atividade dos bots foi orquestrada por terceiros sem seu conhecimento ou consentimento.
Além disso, Craven apontou um recurso específico do Twitch chamado 'Stream Together' como uma potencial vulnerabilidade. Ele sugere que essa funcionalidade poderia ser explorada, permitindo que streamers utilizem bots indiretamente através de outros usuários, tornando ainda mais difícil estabelecer a responsabilidade direta.
Como contraste à abordagem do Twitch, Craven descreveu o método que sua própria plataforma, Kick, emprega para lidar com o mesmo problema. Em vez de depender de banimentos, a Kick implementou uma nova solução algorítmica projetada para reduzir a visibilidade de canais suspeitos de usar bots.
Sob o sistema da Kick, canais identificados como tendo audiências infladas artificialmente se tornam efetivamente invisíveis para usuários que não estão inscritos neles. Essa abordagem visa remover o incentivo para o uso de bots ao limitar drasticamente a capacidade do canal de atrair novos espectadores orgânicos.
Os comentários destacam um debate em andamento na indústria de streaming sobre as melhores práticas para manter a integridade da plataforma e garantir métricas justas para os criadores de conteúdo. Enquanto o Twitch adota uma postura de aplicação mais direta, a Kick opta por um impedimento técnico e orientado por algoritmos.
Baseado em reportagens do Чемпионат.com.