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Crise no Banco de Sangue de Ribeirão Preto: Doações caem 50%

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Escassez crítica de sangue no principal hospital de Ribeirão Preto obriga a racionamento estrito apenas para emergências. As doações caíram de 1.500 para 700

Uma grave escassez de sangue desencadeou um alerta crítico no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto, São Paulo. O estoque do banco de sangue despencou para níveis não vistos desde abril de 2022, forçando os administradores a implementar um estrito protocolo de racionamento. Sob essas novas regras, as unidades de sangue agora são reservadas exclusivamente para os casos médicos mais graves, exercendo uma imensa pressão sobre os serviços de emergência.

A crise se estende além do hospital principal, impactando toda a rede regional de saúde. Instalações como a Santa Casa, Hospital Santa Lydia, Mater e o Hospital Estadual estão sentindo os efeitos do suprimento em declínio. A escassez é particularmente aguda para o sangue do tipo O negativo, que é universalmente compatível e crítico para transfusões de emergência. Na unidade de emergência do HC, restavam apenas sete unidades desse vital tipo sanguíneo na última contagem.

A equipe do hospital trabalha sob maior escrutínio para gerenciar os recursos limitados. "Estamos conduzindo uma extensa rastreabilidade para determinar quem realmente precisa do sangue e quem pode esperar", explicou Flábia Trovo, a enfermeira-chefe da unidade de trauma do HC. Esta alocação cuidadosa é uma resposta direta à queda acentuada na participação dos doadores.

O número de doadores caiu drasticamente nos últimos meses. A média mensal do banco de sangue caiu de uma estimativa de 1.500 doações para apenas 700 ou 750. Essa redução significativa no suprimento criou a situação precária que agora ameaça o atendimento ao paciente. O momento da escassez é especialmente preocupante para os administradores do hospital.

Com os próximos eventos da cidade e o fim de semana se aproximando, as equipes médicas estão preocupadas com sua capacidade de responder a possíveis emergências. "Os pacientes não estão sem cuidado neste momento, mas manter essa linha de vida é uma grande preocupação", declarou Trovo. O hospital está instando os residentes elegíveis a considerar doar para ajudar a estabilizar o suprimento crítico.

Para aqueles que puderem ajudar, o processo requer atender a critérios básicos de saúde. Os doadores devem ter entre 18 e 69 anos, estar em boa saúde e atender aos requisitos mínimos de peso. Há também intervalos específicos necessários entre as doações. Os residentes podem contribuir em dois locais principais: o Hemocentro no Hospital das Clínicas ou o Posto de Coleta no centro da cidade.

Com base em reportagens do g1.