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Cúpula Lula-Trump: Reunião de três horas na Casa Branca

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A longa reunião entre os presidentes Lula e Trump na Casa Branca terminou sem a coletiva de imprensa planejada. Lula falará com a mídia na embaixada brasileira.

Em um significativo encontro diplomático, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump realizaram uma reunião maratona na Casa Branca que durou aproximadamente três horas. A extensa sessão, que passou do formal Salão Oval para um almoço de trabalho, sinalizou uma conversa profunda e substancial entre os dois líderes.

A reunião foi caracterizada por um foco deliberado no diálogo direto. O presidente Lula solicitou que toda a sua delegação, incluindo aqueles fluentes em inglês, falassem apenas em português durante as discussões, com intérpretes presentes. Esse movimento ressaltou um desejo de comunicação precisa e talvez uma afirmação simbólica da identidade brasileira na mesa de negociações. Fontes descreveram a conversa como produtiva, observando que o presidente Trump "estava prestando muita atenção em tudo".

Um desvio notável do protocolo padrão ocorreu quando os líderes cancelaram sua coletiva de imprensa conjunta planejada no Salão Oval. O evento, originalmente agendado para o meio-dia, enfrentou atrasos significativos enquanto jornalistas esperavam na sala de imprensa da Casa Branca. O cancelamento foi atribuído a um pedido do presidente Lula, que preferiu realizar a reunião a portas fechadas antes de qualquer declaração pública.

A Casa Branca forneceu um vislumbre dos procedimentos do dia ao divulgar o menu do almoço de trabalho. A refeição incluiu uma salada romana com molho cítrico, um prato principal de filé mignon grelhado com purê de feijão preto e pimentões doces, e uma sobremesa de pêssegos caramelizados com torta de panna cotta e sorvete de creme.

Mais cedo, o tom foi definido durante a cerimônia de chegada. O presidente Trump recebeu pessoalmente o presidente Lula nos jardins da Casa Branca, onde trocaram um aperto de mão descrito pelos observadores como notavelmente suave e cortês, sem a truculência de "abraço de urso" às vezes vista nas saudações de Trump com outros líderes mundiais. Essa interação inicial foi caracterizada como um primeiro contato marcado pela suavidade e cortesia.

A reunião de alto risco reuniu autoridades-chave de ambas as administrações. O presidente Lula foi acompanhado por cinco ministros brasileiros e o diretor da Polícia Federal, focando em questões bilaterais sensíveis como comércio, minerais de terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação dos EUA sobre o sistema de pagamentos PIX do Brasil e o cenário eleitoral brasileiro.

A cúpula ocorreu em um contexto de desafios políticos para ambos os líderes. Com sua popularidade em declínio e enfrentando riscos a menos de seis meses das eleições, ambos os presidentes foram vistos como testando uma aproximação enquanto evitavam um fracasso diplomático em um relacionamento já marcado pela instabilidade. A duração prolongada de suas conversas privadas sugeriu uma tentativa séria de navegar por esses temas complexos.

Após a conclusão da reunião na Casa Branca, o presidente Lula seguiu diretamente para a embaixada brasileira em Washington, onde estava programado para falar à imprensa, fornecendo o comentário público que esteve ausente na Casa Branca.

Com base em reportagens do g1.