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Derrota dos Socceroos por 1 a 0 para o México: O que isso

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A Austrália perdeu por 1 a 0 para o México em seu último amistoso preparatório para a Copa do Mundo, mostrando resiliência, mas perdendo chances importantes

O último ensaio da Austrália para a Copa do Mundo terminou em uma estreita derrota por 1 a 0 para o México no Rose Bowl, mas a atuação ofereceu vislumbres da resiliência e do crescimento tático que os Socceroos precisarão quando o torneio começar em duas semanas. Embora o placar tenha favorecido os co-anfitriões, o time de Tony Popovic mostrou vigor no segundo tempo que pode ser decisivo nas margens apertadas do Grupo D.

A partida teve um peso enorme enquanto Popovic se preparava para anunciar sua lista final de 26 jogadores na segunda-feira, com quatro jogadores sendo cortados do grupo ampliado. As lesões dos veteranos importantes Harry Souttar e Jackson Irvine turvaram a preparação, mas ambos saíram ilesos e parecem prontos para começar contra a Turquia em 13 de junho. A pressão sobre Popovic para encontrar o equilíbrio certo entre cautela e ambição era evidente em suas escolhas de escalação.

O México dominou a posse de bola e o território no início, com 75% da bola no primeiro tempo e superando a Austrália em passes em quase 400. No entanto, apesar de todo esse controle, criaram poucas chances reais — um testemunho da organização defensiva da Austrália, mesmo que tenha confirmado sua reputação de equipe mais confortável absorvendo pressão do que ditando o jogo. O gol, quando veio, foi um golpe suave: um cabeceio desviado de escanteio de Johan Vásquez que passou por Mat Ryan no segundo poste. Foi um gol desanimador, o tipo de falha em bola parada que Popovic sabe que precisa ser corrigida antes da Copa.

O melhor momento da Austrália no primeiro tempo foi com Mo Touré, o atacante cujo voleio desviado havia causado confusão na defesa mexicana. Com o goleiro adiantado, a bola sobrou convidativamente para Touré chutar de lado para o gol vazio — uma finalização que ele acertaria nove em cada dez vezes no treino. Mas desequilibrado, ele jogou a bola para a esquerda do alvo. Foi um erro que poderia ter assombrado um jogador menos confiante, mas Touré o canalizou para uma atuação dominante no segundo tempo.

Após o intervalo, os Socceroos saíram com intenção renovada. Touré se tornou o ponto focal, ganhando faltas e esticando a linha defensiva mexicana com corridas pelos canais. Um cabeceio de Harry Souttar de uma bola parada caiu favorável para Touré, cujo chute foi bloqueado antes que Aiden O’Neill chutasse o rebote em direção ao gol, forçando uma boa defesa do goleiro reserva Guillermo Ochoa. De repente, a Austrália tinha uma fórmula: usar a velocidade e a força de Touré para ganhar situações de bola parada e, em seguida, mirar na habilidade aérea de Souttar no segundo poste. Não era bonito, mas era eficaz.

As escolhas de escalação de Popovic também levantaram suspeitas. A inclusão de Lucas Herrington, de 18 anos, no lado esquerdo de uma defesa de três no lugar do mais experiente Cam Burgess sugeriu um aceno para o futuro, enquanto a disposição de Connor Metcalfe e Mathew Leckie como dupla de meio-campistas ofensivos — com o elétrico Nestory Irankunda no banco — indicou uma abordagem de segurança em primeiro lugar. Mais notavelmente, Cristian Volpato, o atacante muito badalado que recentemente trocou a lealdade da Itália, não entrou na equipe do dia do jogo, junto com os atacantes Brandon Borrello e Tete Yengi e o goleiro Joe Gauci. Com os cortes finais se aproximando, essas omissões enviaram uma mensagem clara.

O retorno de Souttar e Irvine das nuvens de lesões foi talvez o resultado mais significativo da noite. Souttar jogou os 90 minutos completos sem problemas, comandando a defesa e representando uma ameaça constante nas bolas paradas. A presença de Irvine no meio-campo, uma vez confirmada, adicionará a energia de box a box que a Austrália precisará para fazer a transição da defesa para o ataque. A disponibilidade deles transforma a espinha dorsal da equipe e dá a Popovic dois líderes experientes em áreas-chave.

Falando após a partida, Popovic reconheceu as deficiências da equipe, mas adotou um tom otimista. “Os jogadores só precisam acreditar um pouco mais”, disse ele. “Você não vai ter muitas chances no futebol. É a Copa do Mundo para a qual você está se preparando — você não dá a eles nenhuma chance. Eles não tiveram uma chance clara, mas marcaram de escanteio”. Sua crítica à incapacidade da equipe de manter a posse sob pressão destacou o trabalho ainda necessário, mas ele elogiou a luta no último terço do jogo.

Os substitutos Ajdin Hrustic e Kai Trewin criaram oportunidades no final, cada um servindo o outro com corridas em transição. Embora nenhuma chance tenha sido um um contra um de ouro, elas ilustraram que a Austrália carrega ameaça mesmo quando o jogo parece esticado. Em um grupo que também inclui a Turquia e provavelmente dois vencedores de playoffs, tais lampejos podem fazer a diferença entre uma eliminação precoce e uma surpresa.

A atenção agora se volta para o campo de treinamento dos Socceroos em Oakland e um amistoso final contra a Suíça em San Diego no próximo fim de semana. Para os 26 jogadores que sobreviverem ao corte de segunda-feira, a mensagem será clara: margens pequenas definem as campanhas da Copa do Mundo, e a margem de erro da Austrália é muito estreita. A resiliência e o lampejo do segundo tempo contra o México ofereceram esperança, mas sem mais poder de fogo no ataque, a fase de grupos pode ser uma subida íngreme.

O amistoso contra o México serviu como um microcosmo da identidade atual dos Socceroos: difíceis de serem superados, perigosos em bolas paradas, mas muitas vezes sem criatividade no jogo aberto. Se Popovic conseguir extrair um pouco mais de confiança e precisão de seus atacantes, a equipe pode superar as expectativas externas. Caso contrário, a mesma velha história de uma Austrália corajosa, mas superada, pode se repetir no cenário mundial.

Com base em reportagens do The Guardian.