O estado brasileiro da Paraíba está lidando com as graves consequências das fortes chuvas que atingiram há uma semana. De acordo com o último relatório oficial, 2.374 pessoas estão atualmente deslocadas de suas casas, com outras 93 classificadas como desabrigadas. Essas figuras destacam a crise humanitária contínua na região.
O relatório, divulgado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano da Paraíba (SEDH), indica que o número total de pessoas afetadas pelo desastre subiu para 102.359. Isso impacta um número impressionante de 33.852 famílias. Os funcionários observam que o aumento em relação à contagem anterior de 37.400 pessoas se deve a dados atualizados enviados pelos municípios locais à autoridade da Defesa Civil.
Uma parte da população desabrigada está sendo alojada em abrigos temporários montados em quatro municípios. Em Mogeiro, sete famílias totalizando 18 pessoas estão em uma escola municipal. Caaporã tem uma pessoa abrigada em um mercado público. A cidade de Santa Rita acomodou 20 famílias, compostas por 65 indivíduos, em quatro escolas diferentes. Cruz do Espírito Santo também acolheu uma família, embora o número exato de pessoas não tenha sido especificado no relatório.
Além dos abrigos, o estado está fornecendo assistência de aluguel social a 188 pessoas em nove municípios diferentes. Esse benefício é projetado para ajudar famílias deslocadas a garantir moradia temporária. Os municípios que recebem essa ajuda incluem Ingá, Itatuba, João Pessoa, Pitimbu, São José dos Ramos, Juripiranga, Alagoa Grande, Rio Tinto e Itabaiana.
Além disso, um número significativo de pessoas deslocadas, 2.186 pessoas, encontraram refúgio com parentes em oito municípios. Isso inclui famílias em Cruz do Espírito Santo, Gurinhém, Pilar e Salgado de São Félix. Outras cidades como Itabaiana, Itatuba e Mulungu também estão hospedando dezenas de pessoas em lares familiares.
A situação permanece fluida enquanto as autoridades continuam a avaliar o escopo total dos danos. As fortes chuvas iniciais causaram inundações generalizadas, particularmente em áreas como Santa Rita na região metropolitana de Grande João Pessoa. A resposta do estado envolve coordenar abrigo, ajuda financeira e serviços de apoio para os milhares de residentes afetados.
O relatório situacional da SEDH fornece um instantâneo crítico do impacto do desastre uma semana depois. Com mais de 100.000 pessoas afetadas, a escala da emergência sublinha a vulnerabilidade das comunidades a eventos climáticos extremos. A necessidade contínua de soluções de moradia temporária, desde abrigos públicos até apoio familiar, demonstra o longo caminho de recuperação à frente.
Com base em reportagens do g1.