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Escócia perde Gilmour: Tyler Fletcher, de 19 anos, assume

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Billy Gilmour fora da primeira Copa do Mundo da Escócia desde 1998 com lesão no joelho; o inexperiente Tyler Fletcher, de 19 anos, do Man Utd, o substitui

O aguardado retorno da Escócia ao cenário global começou com uma nota agridoce quando a delegação voou para a Flórida para sua primeira Copa do Mundo desde 1998, mas sem o meio-campista chave Billy Gilmour após uma lesão de última hora em seu último amistoso de preparação.

Gilmour, o meia do Napoli, sofreu uma lesão no joelho durante a vitória amigável de sábado sobre Curaçao no Hampden Park. Os sonhos de torneio do jovem de 22 anos foram cruelmente destruídos momentos antes da partida da equipe, forçando uma mudança tardia na convocação que o técnico Steve Clarke descreveu como "de partir o coração".

"Todos estão arrasados pelo Billy", disse Clarke a jornalistas no Aeroporto de Glasgow. "É de partir o coração quando acontece a qualquer momento durante uma campanha, mas acontecer no jogo de despedida é particularmente difícil". O tom sombrio do treinador ressaltou o golpe: Gilmour havia sido uma figura central na campanha de classificação da Escócia, trazendo criatividade e compostura ao meio-campo.

Em seu lugar, Clarke convocou Tyler Fletcher, de 19 anos, um produto da academia do Manchester United que ainda não fez uma partida como titular pelo seu clube. A inclusão do adolescente sem experiência na seleção principal foi uma surpresa, mas a fé de Clarke na juventude reflete uma tendência mais ampla: o elenco da Escócia agora mescla jogadores experientes com jovens destemidos, uma mistura que o treinador espera que possa quebrar o teto histórico da fase de grupos da nação.

A história da Escócia na Copa do Mundo é um conto de quase-acertos e eliminações precoces. Eles se classificaram pela última vez em 1998, onde terminaram em último lugar em um grupo que incluía Brasil, Noruega e Marrocos. Antes disso, as participações em 1974, 1978, 1982, 1986 e 1990 terminaram todas na primeira rodada. Nenhuma seleção escocesa jamais chegou à fase eliminatória, uma estatística que Clarke e seus jogadores estão determinados a reescrever neste verão.

"Este é o terceiro torneio deste grupo e queremos ser a primeira equipe escocesa a chegar à fase eliminatória", declarou Clarke, referindo-se ao núcleo de jogadores que participaram das duas últimas Eurocopas. "Esperamos poder mostrar um pouco de experiência em torneios e fazer deste um verão inesquecível". A confiança é palpável, mas a ausência de Gilmour sem dúvida altera o equilíbrio tático.

A lesão de Gilmour não é apenas um revés emocional, mas também estratégico. O ex-meio-campista do Chelsea e Norwich havia sido titular em sete das oito partidas de classificação da Escócia, ditando o ritmo e ligando a defesa ao ataque. Sem ele, Clarke pode recorrer a uma dupla de meio-campo mais robusta ou confiar na energia juvenil de Fletcher, que impressionou nos treinos mas carece de minutos internacionais na seleção principal.

A convocação de Fletcher é um passo notável para o prospecto dos Diabos Vermelhos, que se juntou à academia do United aos 16 anos e tem se destacado no nível juvenil. Sua habilidade técnica e versatilidade (confortável como um meia recuado ou como um corredor de área a área) oferecem a Clarke uma opção diferente. No entanto, lançá-lo em uma estreia em Copa do Mundo seria um risco, e Clarke provavelmente contará com figuras experientes como o capitão Andy Robertson e o favorito da torcida John McGinn.

Falando em McGinn, o meio-campista do Aston Villa foi fotografado dando um polegar para cima para os torcedores enquanto a equipe deixava o hotel em Glasgow. Seus 20 gols internacionais o tornaram um talismã, e junto com Robertson, ele incorpora a resiliência que Clarke espera que carregue a equipe através dos desafios da fase de grupos. As imagens da despedida da delegação (embarcando no avião, torcedores jovens e idosos fazendo fila no aeroporto) capturaram o senso de ocasião que cerca esta viagem histórica.

A viagem da delegação escocesa para a Flórida marca o início de uma preparação crítica, com mais amistosos planejados antes da abertura da Copa do Mundo. A comissão técnica de Clarke usará o campo de treinamento para finalizar táticas e avaliar a prontidão de Fletcher, enquanto o departamento médico trabalha para garantir que nenhuma lesão adicional atrapalhe o ritmo da equipe. Para Gilmour, o foco muda para a recuperação e apoiar seus companheiros à distância.

Enquanto o avião taxiava pela pista, a Escócia carregava as esperanças de uma nação ansiosa para se livrar de seu rótulo de freguesa. O drama tardio testou a determinação da equipe antes mesmo de uma bola ser chutada com raiva, mas, se alguma coisa, pode forjar um senso mais profundo de união. Os homens de Clarke sabem que a história os espera – e estão determinados a não deixar outra oportunidade escapar.

Com base em reportagens da BBC Sport.