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Exigências do Middlesbrough: O que significa o caso de

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Middlesbrough pede a expulsão do Southampton da final do playoff do Championship após escândalo de espionagem, com a final possivelmente adiada enquanto

A final do playoff do Championship entre Hull City e Southampton foi envolta em controvérsia depois que o Middlesbrough exigiu que a EFL expulsasse o Southampton por espionar sua sessão de treino. O escândalo ameaça adiar o grande jogo do próximo sábado em Wembley e deixou os torcedores em suspense.

O Middlesbrough emitiu uma declaração contundente na sexta-feira, classificando a expulsão como a "única resposta apropriada" para a violação da integridade esportiva. O clube expressou pesar por ter sido impedido de apresentar provas diretamente à comissão disciplinar independente, que ouvirá a explicação do Southampton até terça-feira. "A conduta em questão atinge o cerne da integridade esportiva e da competição justa", dizia a declaração, instando a EFL a aplicar uma sanção esportiva.

A controvérsia decorre da suposta observação e gravação do treino do Middlesbrough pelo Southampton antes do jogo de ida da semifinal no sábado passado. O Middlesbrough perdeu a eliminatória por 2 a 1 no agregado, levando a acusações de que a espionagem proporcionou uma vantagem injusta. A EFL acusou o Southampton de má conduta, e o caso agora está nas mãos de um painel independente.

A comissão disciplinar tem o poder de impor multas, deduções de pontos ou até mesmo a expulsão dos playoffs. O Middlesbrough insiste que qualquer coisa menos que a expulsão não impedirá futuras infrações. A possibilidade de o Southampton ser expulso jogou a final no caos, com o Hull City ainda sem saber seu adversário.

Os torcedores foram pegos no fogo cruzado. Jack Gorbert, ex-detentor de ingresso de temporada do Hull agora morando em Melbourne, gastou cerca de £2.000 em voos para Londres depois que o Hull venceu o Millwall na semifinal. "Não ia perder isso de jeito nenhum", disse ele, acrescentando que torcedores de Sydney e do Peru também planejavam comparecer. Ele criticou a EFL por não ter "nenhum respeito pelos torcedores", apontando os custos exorbitantes de viagem e acomodação já incorridos.

A EFL reconheceu a interrupção em uma declaração, dizendo que "não controla o cronograma proposto" da comissão, mas reconheceu a "preocupação e transtorno para os torcedores". A forma como a liga lidou com a situação atraiu duras críticas, com muitos argumentando que sanções claras para espionagem deveriam ter sido estabelecidas há muito tempo.

O clube oficial de torcedores do Hull City ecoou esse sentimento, culpando a EFL pela incerteza. Em uma declaração, o grupo disse que a bagunça foi "em grande parte resultado do próprio erro da EFL ao não publicar as sanções para uma violação da regra sobre espionagem". Eles classificaram a situação como "manifestamente injusta" para os torcedores que fazem planos de viagem caros.

Em meio ao caso de espionagem, os clubes do Championship também aprovaram reformas financeiras significativas. A partir da próxima temporada, as novas Regras de Custo do Elenco (SCR) limitarão os gastos com jogadores e treinadores a 85% da receita do clube, substituindo o antigo limite de perda de £105 milhões em três anos. Os proprietários ainda podem injetar até £33 milhões em capital em um ciclo de três anos, embora limitado a £15 milhões por temporada. A EFL disse que essas regras visam criar um "sistema de controle de custos mais simples e responsivo".

Os clubes da League One apertaram ainda mais os cintos, reduzindo os gastos salariais permitidos sob o SCMP de 60% para 50% do faturamento, alinhando-se com a League Two. A Premier League deve adotar uma versão do SCR em 2026-27, sinalizando uma mudança mais ampla em direção à sustentabilidade financeira no futebol inglês.

A coincidência do escândalo de espionagem e as mudanças nas regras financeiras ressalta a luta da EFL para manter a integridade. Enquanto a liga busca nivelar o campo de jogo através de limites de custos, a falta de penalidades claras para má conduta fora do campo ameaça a justiça da competição. Se o Southampton escapar com uma sanção menor, pode estabelecer um precedente perigoso, incentivando futuras espionagens.

Para o Hull, a espera continua. O clube em si permaneceu em silêncio enquanto o drama se desenrola, mas seus torcedores são vocais. O clube de torcedores pediu à EFL que estabelecesse regras e punições claras, ecoando a frustração de Jack Gorbert. A final, originalmente destinada a ser uma celebração, agora está pendente.

Baseado em reportagem do The Guardian.