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Família reúne novas provas em feminicídio em São Paulo e

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A família de uma costureira morta pelo ex-marido em Barrinha, SP, coletou novas imagens de vigilância que, segundo afirmam, mostram que o crime foi

A família de Fabiana Cristina Lacerda Batista, uma costureira de 42 anos morta a tiros pelo ex-marido em Barrinha, São Paulo, está apresentando novas evidências que, segundo argumentam, demonstram que o ataque foi meticulosamente planejado. O suspeito, Paulo Henrique Batista, também de 42 anos, teria viajado 190 quilômetros de moto de Itaú de Minas, Minas Gerais, para cometer o crime.

Novas imagens de vigilância mostram Paulo Henrique entrando e saindo de um motel perto de Barrinha no dia do crime. Em seguida, ele estacionou sua moto em uma rua da cidade e esperou por aproximadamente uma hora em frente ao bar onde sua ex-esposa deveria estar com sua irmã, Lorena Freitas, uma cantora que iria se apresentar no local. Gravações adicionais de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais na Avenida Costa e Silva capturaram seus movimentos na área.

Lorena Freitas afirmou que o objetivo da família é reunir o máximo de provas possível para demonstrar a intenção monstruosa do suspeito. "Ele teve muito tempo para pensar, para desistir, e temos várias evidências que mostram isso", disse ela. Entre os itens que ela recuperou do motel estavam roupas de trabalho, um crachá, um recibo de pedágio, bebidas alcoólicas e drogas.

A irmã também revelou que Paulo Henrique havia pedido demissão recentemente do emprego em 23 de abril, supostamente dizendo que iria atrás de sua ex-esposa. O casal estava casado há 25 anos, mas se separou apenas dois meses e meio antes do ataque fatal. Fabiana havia se mudado para Barrinha para ficar mais perto da irmã.

A confrontação se tornou violenta quando Paulo Henrique se aproximou do carro das irmãs. Lorena descreveu como ele colocou uma arma em sua cabeça, puxou-a para fora do veículo pelos cabelos e depois atirou em Fabiana enquanto ela tentava escapar. O áudio da câmera de segurança capturou gritos de socorro que foram abruptamente interrompidos por seis tiros. Após o assassinato, o suspeito tentou fugir, mas foi impedido por populares. Ele foi atingido por um veículo a cerca de 100 metros do local do crime, sofrendo ferimentos que exigiram atendimento médico. Permanece hospitalizado sob observação e custódia policial.

A arma usada foi um revólver calibre .38 com o número de série raspado, que foi apreendido junto com munições. O caso está sendo investigado pela Delegacia Seccional de Sertãozinho. As alegações da família de premeditação, se comprovadas, podem levar a uma pena mais severa.

Esta tragédia segue um histórico de suposto abuso. Em fevereiro, Paulo Henrique foi preso por ameaçar Fabiana com uma faca, mas foi liberado no dia seguinte após uma audiência de custódia. Segundo Lorena, na época ele se gabou de conhecer a Lei Maria da Penha (que protege mulheres da violência doméstica) de trás para frente e não temer punição. Ele também teria enviado mensagens ameaçadoras aos filhos do casal pelas redes sociais.

Lorena lembrou de sua irmã como a pessoa mais doce do mundo, cheia de vida e planos para o futuro, incluindo cursar educação física. Ela observou que Fabiana estava em tratamento psiquiátrico e medicação devido ao medo após a separação, mas recentemente havia encontrado estabilidade com um novo emprego e casa. "Meus sobrinhos estão sem mãe, nós estamos sem irmã", disse Lorena emocionada. "Nunca mais teremos o sorriso dela".

Com base em reportagem do g1.