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Gordon, o mais velho da Copa, mas sem a camisa 1: o que

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Craig Gordon, 43 anos, será o jogador mais velho da Copa do Mundo, mas recebeu a camisa 21, enquanto Angus Gunn ficou com a camisa 1 da Escócia.

Craig Gordon está prestes a se tornar o jogador mais velho da Copa do Mundo deste verão, mas o goleiro de 43 anos não usará a tradicional camisa número um da Escócia. Em vez disso, Angus Gunn recebeu a cobiçada camisa, um claro sinal do técnico Steve Clarke sobre seu goleiro titular para o torneio. Gordon usará o número 21, com Liam Kelly recebendo o 12, conforme os números oficiais confirmados antes do último amistoso de preparação da Escócia.

A presença de Gordon, desafiando a idade em seu sexto grande torneio internacional, consolida seu status como veterano da seleção. O goleiro do Hearts, que conquistou sua 75ª partida em um amistoso contra Curaçao, superou lesões graves ao longo da carreira para atingir esse marco. Embora não seja titular, sua liderança e experiência serão vitais em um grupo que inclui Marrocos, uma das surpresas do torneio, e o Brasil, pentacampeão.

Os números de camisa no futebol raramente são coincidência, e a atribuição de Clarke oferece uma visão tentadora de seu pensamento. A hierarquia de goleiros é clara: Gunn, o goleiro do Norwich City que impressionou desde que trocou a Inglaterra, é o número um estabelecido. A vasta experiência de Gordon, com 20 anos no futebol internacional, fornece uma reserva confiável, mas a decisão ressalta a confiança de Clarke nas defesas e na distribuição do jovem.

Na defesa, a retenção do número cinco por Grant Hanley indica que ele será o pilar da linha defensiva. O zagueiro do Norwich tem sido um pilar sob o comando de Clarke e provavelmente fará dupla com Jack Hendry ou John Souttar. Com Kieran Tierney e o capitão Andy Robertson ocupando os lados esquerdos, a estrutura defensiva parece definida, combinando pedigree da Premier League com conhecimento internacional.

A surpreendente inclusão do meio-campista adolescente Tyler Fletcher após a lesão de Billy Gilmour chamou a atenção, e sua atribuição do número oito tem peso simbólico. O jovem do Manchester United, ainda cru, mas talentoso, agora se encontra em um papel no elenco anteriormente ocupado por nomes estabelecidos. Sua inclusão adiciona dinamismo, embora o trio titular no meio-campo formado por Scott McTominay, John McGinn e Kenny McLean pareça seguro.

No ataque, Lyndon Dykes com a camisa nove e Che Adams com a dez reforçam seus papéis esperados como a dupla de ataque principal. Lawrence Shankland, artilheiro da Premiership escocesa, buscará minutos saindo do banco com a 20, enquanto a versatilidade de Ryan Christie com a 11 dá a Clarke flexibilidade tática contra oponentes contrastantes.

A Escócia entra em sua primeira Copa desde 1998 montada em uma onda de otimismo cauteloso. O formato expandido de 48 equipes abriu as portas, e o time de Clarke passou pelas eliminatórias com uma mistura de defesa sólida e contra-ataques oportunistas. Sua agenda na fase de grupos oferece oportunidades e perigos: começando contra o Haiti em Boston, uma partida onde três pontos são imperativos, antes de enfrentar o tecnicamente superior Marrocos e o poderio do Brasil.

O amistoso de sábado contra a Bolívia, transmitido ao vivo pela BBC às 21:00 BST, representa o ensaio geral. Espera-se que Clarke escale uma equipe próxima de seu time titular, permitindo que ele ajuste combinações e avalie a condição física. Para Gordon, pode ser a última chance de mostrar serviço, embora todos os sinais apontem que Gunn manterá as luvas quando a competição começar.

A seleção de números de camisa muitas vezes gera debate entre os torcedores, mas as escolhas de Clarke refletem uma visão clara: confiança na continuidade, misturar juventude e experiência e estabelecer uma hierarquia inequívoca. O profissionalismo de Gordon garante que ele abraçará qualquer papel que lhe for dado, proporcionando uma influência calmante, seja em campo ou no vestiário.

Com os olhos de uma nação sobre eles, a Escócia não carrega o peso de um sucesso recente na Copa — apenas a esperança de um país orgulhoso do futebol. Os números nas costas das camisas podem parecer triviais, mas contam uma história de preparação, hierarquia e intenção. Em 14 de junho, em Boston, esses dígitos se traduzirão em ação, enquanto os escoceses tentam desafiar as expectativas.

Com base em reportagem da BBC Sport.