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Hull vs Millwall 0-0: Semifinal de ida dos playoffs do

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Hull e Millwall empataram por 0 a 0 em uma tensa semifinal de ida dos playoffs do Championship. Mohamed Belloumi acertou a trave pelo Hull, enquanto o Millwall

A 40ª edição dos playoffs da EFL não começou com uma chuva de gols, mas com o tipo de duelo tático tenso que define a fase decisiva da temporada do Championship. Hull City e Millwall protagonizaram um empate eletrizante por 0 a 0 no MKM Stadium, deixando sua semifinal em dois jogos perfeitamente equilibrada e seus sonhos da Premier League bem vivos para a decisiva segunda partida de segunda-feira no sul de Londres.

Para o Hull, o resultado representa em si uma conquista significativa. O clube silenciou seus críticos ao garantir um lugar entre os seis primeiros enquanto operava sob um embargo de transferências, um testemunho da resiliência do elenco e da capacidade da comissão técnica de fomentar um espírito competitivo. Seu desempenho, especialmente no primeiro tempo, mostrou que não estão ali apenas para completar números. O momento mais eletrizante de toda a partida veio de seu ponta, Mohamed Belloumi, que empreendeu uma magnífica corrida antes de finalizar com efeito, acertando a parte externa da trave. Foi um momento que prometeu um jogo aberto e ofensivo, mas que acabou servindo como o ponto alto das oportunidades claras.

Em vez disso, a partida se encaixou no padrão que muitos previam: um jogo cauteloso e de bloco baixo, no qual nenhum dos dois times estava disposto a comprometer muitos jogadores no ataque e arriscar dar ao adversário uma vantagem crucial. A tensão era palpável, com ambas as torcidas sentindo o peso da ocasião. Como observou o relatório, parecia que ambos os times se mantinham à distância, talvez guardando seus melhores movimentos táticos para o jogo de volta em The Den.

Embora o primeiro tempo tenha sido marginalmente controlado pelo Hull em termos de intenção ofensiva, com seus contra-ataques sendo a saída mais perigosa, o Millwall demonstrou um tipo diferente de controle. O time de Alex Neil parecia composto e seguro na posse de bola, sondando pacientemente sem nunca parecer verdadeiramente ameaçador. A batalha no meio-campo foi uma guerra de atrito, com chances limitadas. O capitão do Hull, Lewie Coyle, teve o único esforço notável nos estágios iniciais do segundo tempo, finalizando de longa distância por cima do travessão, mas o jogo permaneceu travado em seu impasse.

O momento definidor da frustração tática veio no meio do segundo tempo. O zagueiro do Millwall, Tristan Crama, talvez sentindo a necessidade de forçar uma abertura, tentou um ousado chute de quase 40 metros que passou inofensivo por cima do gol. A reação de seu treinador, Alex Neil, na lateral — um olhar de perplexidade — encapsulou perfeitamente a luta da noite por criatividade e poder de finalização.

No entanto, o último quarto da partida viu uma mudança na narrativa. O Hull, talvez contemplando o risco de levar um 0 a 0 de volta a Londres, começou a se abrir. Esse ajuste tático criou imediatamente oportunidades. O reserva Yu Hirakawa entregou um cruzamento tentador que Oli McBurnie quase desviou, um momento que fez a torcida local prender a respiração. Na outra ponta, Femi Azeez, do Millwall, forçou uma boa defesa do goleiro do Hull, Ivor Pandur, com um magnífico chute de efeito, injetando de repente vida e barulho no estádio.

A entrada do veterano meia Barry Bannan do banco de reservas provou ser uma jogada mestra de Neil. A qualidade de Bannan com a bola começou a desmontar a estrutura defensiva do Hull, e sua influência quase levou ao gol decisivo. Nos acréscimos, Ryan Leonard se adiantou à defesa do Hull para empurrar um cruzamento para o gol, apenas para que o árbitro anulasse o gol por uma falta de Tristan Crama sobre Charlie Hughes na jogada anterior. A decisão provocou furiosas protestos do banco do Millwall, mas o placar permaneceu inalterado.

O empate por 0 a 0 deixa a semifinal intrigantemente equilibrada. O Millwall voltará para a intimidante atmosfera de The Den sabendo que uma vitória de qualquer tipo os levará a Wembley. No entanto, o Hull já provou que pode vencer lá nesta temporada, e viajará com a confiança de um time que desafiou as expectativas o ano todo. Ambos os treinadores sentirão que seus times são capazes de completar a missão, preparando o cenário para um dramático e de alto risco jogo de volta, onde o menor erro pode provar-se fatal para as esperanças de acesso.

Baseado em reportagens de Football | The Guardian.