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Incêndio em escola de Limeira obriga 300 alunos a se

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Após um grande incêndio que destruiu a Escola Municipal Prada em Limeira, São Paulo, aproximadamente 300 alunos retomarão as aulas em dois locais temporários a

Um incêndio devastador que destruiu a histórica Escola Municipal Prada em Limeira, São Paulo, na última sexta-feira, forçou uma mudança operacional significativa no sistema educacional local. Aproximadamente 300 alunos que frequentavam a escola devem retomar seus estudos nesta próxima sexta-feira, mas o farão em dois locais temporários inteiramente novos, conforme determinado pela administração municipal.

O plano, finalizado após uma reunião na quarta-feira, divide o corpo discente por faixa etária. Os alunos mais jovens, da Educação Infantil, frequentarão as aulas na escola Emeief Major José Levy Sobrinho, no bairro Jardim Esteves. Esta instalação está situada a cerca de 500 a 600 metros do local original da escola Prada, oferecendo alguma proximidade para as famílias.

O grupo maior, composto por alunos do Ensino Fundamental, será alojado no Centro de Formação de Professores, que funciona na sede da Secretaria Municipal de Educação, na área do Parque Cidade. Este espaço será configurado com seis salas de aula para acomodar 12 turmas diferentes ao longo do dia, com seis sessões pela manhã e seis à tarde.

No entanto, surgiu uma preocupação crítica de segurança em relação a um desses locais temporários. O secretário de Educação da cidade, Antônio Montesano Neto, confirmou que o Centro de Formação de Professores, assim como o histórico prédio destruído, não possui o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Este documento essencial, emitido pelo corpo de bombeiros, certifica que um edifício atende aos padrões adequados de segurança, incluindo extintores de incêndio, sinalização de emergência e portas corta-fogo.

A ausência do AVCB não é um problema isolado. O secretário Montesano Neto revelou que 37 escolas municipais em Limeira estão atualmente operando sem essa certificação. O problema é herdado; quando a atual administração assumiu o cargo em janeiro de 2025, identificaram 56 escolas em condições irregulares. O secretário observou que a regularização completa é um processo complexo e de longo prazo, especialmente para edifícios antigos — alguns com mais de 80 anos — construídos sob padrões diferentes.

O incêndio na Escola Prada, que os investigadores acreditam que pode ter começado devido a fiação elétrica defeituosa, destruiu um edifício com profundas raízes históricas. A estrutura, que completará 80 anos em junho de 2027, é um sítio histórico tombado. Fez parte do complexo Prada, lar de uma das maiores fábricas de chapéus da América Latina, e estima-se que 30 mil alunos já passaram por suas portas.

Por enquanto, o edifício da Secretaria de Educação serve como sede provisória. A cidade está enfrentando obstáculos burocráticos e legais para garantir uma instalação escolar mais permanente e adequada. Enquanto isso, esforços estão em andamento para fornecer a infraestrutura necessária, incluindo distribuição de refeições, materiais didáticos e móveis para os alunos realocados. As autoridades também estão consultando arquitetos e engenheiros para avaliar se as paredes originais da escola Prada podem ser recuperadas e restauradas, aguardando um relatório da polícia científica e avaliações especializadas.

Com base em reportagens do g1.