Um trágico incidente surgiu no mundo da medicina reprodutiva no Brasil, já que uma jovem juíza morreu após um procedimento padrão de fertilidade. Mariana Francisco Ferreira, uma magistrada de 34 anos, sofreu uma hemorragia fatal após se submeter a uma coleta de óvulos para fertilização in vitro em uma clínica em Mogi das Cruzes, parte da Grande São Paulo. Sua morte na manhã de quarta-feira motivou uma investigação policial sobre a causa exata.
A sequência de eventos começou na manhã de segunda-feira, quando a juíza Ferreira se submeteu à coleta de óvulos na clínica Invitro Reprodução Assistida. Ela recebeu alta por volta das 9h e voltou para casa, mas logo começou a sentir fortes dores e calafrios. Sua condição se deteriorou, levando sua mãe a trazê-la de volta à clínica por volta das 11h. Ao retornar, a equipe médica descobriu que ela estava sofrendo uma hemorragia vaginal.
O médico responsável na clínica realizou intervenções iniciais, incluindo uma sutura para tentar controlar o sangramento. Após esses primeiros socorros, a juíza Ferreira foi transferida para o Hospital Maternidade Mogi Mater, chegando às 17h e sendo internada diretamente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No dia seguinte, terça-feira, ela passou por uma cirurgia às 21h. Apesar desses esforços, seu quadro permaneceu crítico.
Nas primeiras horas de quarta-feira, a juíza Ferreira sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. As tentativas de reanimação não tiveram sucesso, e sua morte foi oficialmente confirmada às 6h03. O caso foi registrado pela polícia tanto como morte suspeita quanto como morte acidental, com investigadores trabalhando para determinar se o óbito resultou de complicações médicas inerentes ou de uma possível falha no atendimento.
Em resposta à atenção pública, a clínica Invitro Reprodução Assistida emitiu uma nota expressando profundo pesar. A clínica afirmou que sua equipe médica implementou imediatamente os protocolos técnicos desde os primeiros sinais de complicação e prestou os cuidados de emergência necessários. Também facilitou a transferência da paciente para um hospital especializado com monitoramento contínuo por sua equipe.
A nota da clínica enfatizou ainda que todos os procedimentos cirúrgicos e médicos envolvem riscos inerentes e possíveis complicações, mesmo quando realizados com adesão aos protocolos técnicos e estrutura adequada. Afirmou que sempre operou dentro das normas técnicas e regulatórias aplicáveis e que todos os seus profissionais estão cooperando com as autoridades competentes para esclarecer os fatos.
A juíza Ferreira era natural de Niterói, Rio de Janeiro, e tomou posse como juíza no Rio Grande do Sul em dezembro de 2023. Atuava na Vara Criminal da comarca de Sapiranga, na região metropolitana de Porto Alegre. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul emitiu nota lamentando sua morte, destacando sua carreira e dedicação, e decretou luto oficial de três dias. A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) também manifestou profundo pesar, afirmando que sua perda prematura enluta o judiciário do estado.
A investigação policial continua enquanto as autoridades buscam estabelecer as circunstâncias médicas precisas que levaram a esse desfecho fatal. Com base em reportagem do g1.