As esperanças da Argentina de defender seu título da Copa do Mundo sofreram um abalo no domingo, quando Lionel Messi foi forçado a sair devido a uma lesão durante a partida do Inter Miami pela MLS, mas o técnico Lionel Scaloni agiu rapidamente para tranquilizar os torcedores, chamando o problema de "não tão grave". A condição física do astro de 38 anos está sob microscópio faltando pouco mais de duas semanas para a abertura da Copa, tornando cada contratempo uma fonte de ansiedade nacional.
O incidente ocorreu na vitória por 6 a 4 sobre o Philadelphia Union, onde Messi parecia desconfortável em um campo pesado e pediu substituição. A avaliação médica subsequente do Inter Miami diagnosticou o problema como fadiga muscular no tendão da coxa esquerda — uma condição que, embora não catastrófica, gera preocupação devido à idade de Messi e às exigências físicas de uma campanha de Copa do Mundo.
A nota oficial do Inter Miami na segunda-feira trouxe pouca clareza, observando apenas que "o prazo para seu retorno à atividade física dependerá de seu progresso clínico e funcional". Esse prognóstico vago frustrou os torcedores, mas foi consistente com a abordagem cautelosa do clube em gerenciar seu ativo mais valioso desde sua chegada em 2023.
Scaloni, que assistiu à partida da sede da Associação de Futebol Argentina, falou ao DSports na terça-feira com um alívio por Messi ter tomado a decisão prudente de deixar o campo. "Obviamente teríamos preferido que nada tivesse acontecido", disse ele, "mas é preciso esperar para ver como evolui e, acima de tudo, os novos exames que vão realizar para ver se confirma o diagnóstico original". Ele acrescentou que a autoconsciência do atacante provavelmente evitou uma lesão mais grave.
O momento do susto é particularmente delicado. Com Scaloni prestes a anunciar sua convocação final para a Copa na próxima semana, todos os olhares estão voltados para os exames adicionais que podem determinar se a participação de Messi na abertura do torneio está em risco. A equipe médica da Argentina colaborará com a equipe do Inter Miami para avaliar a extensão da fadiga e formular um plano de recuperação.
A importância de Messi para a Argentina não pode ser exagerada. Há quatro anos, no Catar, ele encerrou sua seca de títulos internacionais de forma dramática, marcando sete gols e dando três assistências para ganhar a Bola de Ouro enquanto a Argentina levantava o troféu. Aos 38 anos, ele já não é a força explosiva de sua juventude, mas sua visão e instinto goleador continuam incomparáveis. Sua possível ausência forçaria Scaloni a reconfigurar um ataque que foi construído em torno dele por mais de uma década.
A agenda da Argentina na Copa do Mundo oferece pouca margem para erros. A partida de abertura contra a Argélia em 16 de junho em Kansas City é seguida por um confronto com a Áustria em 22 de junho e a final do grupo contra a Jordânia em 28 de junho. Antes disso, os homens de Scaloni jogarão amistosos contra Honduras e Islândia em 6 e 9 de junho, oferecendo apenas chances mínimas de testar combinações sem seu capitão.
A lesão também levanta questões mais amplas sobre a capacidade de Messi de manter alto desempenho ao longo de um torneio em idade avançada. Durante seu tempo na MLS, o Inter Miami gerenciou cuidadosamente seus minutos, muitas vezes dando-lhe descanso durante períodos congestionados. Esse gerenciamento tem sido crucial para preservar sua longevidade, mas uma Copa do Mundo exige uma intensidade e frequência maiores que podem levar esses limites ao extremo.
Se Messi participar, igualaria o recorde de mais participações em Copas do Mundo com seis, juntando-se a um seleto grupo que inclui seu rival de longa data Cristiano Ronaldo e o goleiro mexicano Guillermo Ochoa. Embora não tenha anunciado formalmente sua intenção de jogar, todas as indicações da seleção argentina sugerem que ele estará no avião para os Estados Unidos.
A postura pública calma de Scaloni pode refletir o feedback médico inicial, mas o verdadeiro teste virá quando os novos exames forem concluídos. O técnico e sua equipe estão cientes de que mesmo um problema menor no tendão da coxa pode se deteriorar sob o estresse das partidas competitivas. A defesa do título da Argentina provavelmente depende de a perna direita de Messi estar tão afiada quanto a esquerda.
Nos próximos dias, o mundo do futebol observará ansiosamente enquanto um dos maiores do jogo se prepara para superar mais um obstáculo físico. Por enquanto, os atuais campeões e seus torcedores se apegam às garantias de Scaloni de que este último susto não atrapalhará sua busca por títulos consecutivos.
Com base em reportagens do The Guardian.