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Mamelodi Sundowns Vence a Liga dos Campeões Africana

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Mamelodi Sundowns conquistou um segundo título da Liga dos Campeões Africana com uma vitória agregada de 2-1 sobre o AS FAR, ganhando US$6m e uma vaga na Copa

O Mamelodi Sundowns gravou seu nome na história do futebol africano mais uma vez, assegurando uma segunda coroa da CAF Champions League com uma tensa vitória agregada de 2-1 sobre o AS FAR. Um empate por 1-1 no jogo de volta em Rabat foi suficiente para selar o título, impulsionado por momentos de brilhantismo individual e um final de tirar o fôlego. O triunfo não apenas apagou a dor da derrota na final da temporada passada, mas também rendeu uma premiação recorde e um ingresso para o palco global.

Os brasileiros viajaram para Marrocos com uma vantagem estreita após o gol de Aubrey Modiba no jogo de ida em Pretória. Mas o Estádio Príncipe Moulay Abdellah, lotado com mais de 70.000 torcedores locais fervorosos, ameaçava engolir o Sundowns. O AS FAR, em busca de sua primeira honra continental desde 1985, pressionou implacavelmente nos primeiros minutos, forçando os visitantes a uma resiliência defensiva.

A partida mudou com um par de intervenções do VAR que marcaram o início e o fim do confronto. Primeiro, o árbitro Omar Artan revisou uma entrada de Divine Lunga em Reda Slim e marcou pênalti. Mohamed Hrimat calmamente mandou Ronwen Williams para o lado errado, igualando o agregado e incendiando a torcida local. Foi um momento de teste para os campeões sul-africanos, que pareciam abalados.

Mas a resposta foi imediata e enfática. Ainda nos acréscimos do primeiro tempo, Teboho Mokoena produziu um momento de pura magia. O cruzamento de Brayan Leon foi desviado por Tashreeq Matthews, e o meio-campista soltou um violento semivoleio de 15 jardas que bateu no travessão e entrou. A regra do gol fora de casa—ainda vigente nesta competição—significava que o AS FAR de repente precisava de mais dois gols, transferindo a pressão de volta para os marroquinos.

A tábua de salvação dos anfitriões chegou com 13 minutos restantes, quando outra revisão do VAR puniu a falta de Williams em Youssef El Fahli. Hrimat cobrou novamente, mas Williams, o internacional sul-africano famoso por sua habilidade em defender pênaltis, redimiu-se com uma espetacular defesa com uma mão. Tendo notoriamente defendido quatro pênaltis em uma disputa na Copa Africana de Nações 2023, o goleiro adivinhou o canto certo e desviou a bola por cima do travessão, uma defesa que efetivamente decidiu a final.

Os erros tardios de Jalal-Eddine El Khfiyef e uma exibição defensiva sólida durante os oito minutos de acréscimo confirmaram a coroação do Sundowns. As cenas no apito final foram um contraste gritante: o estádio antes estrondoso esvaziou, deixando os visitantes levantarem o troféu em quase silêncio—um testemunho de sua maturidade tática e fortaleza mental.

Esta vitória marca o segundo título da Champions League do Sundowns, somando-se ao de 2016. Também vingou a decepção da temporada passada contra o Pyramids, proporcionando uma doce redenção para um elenco que dominou domesticamente, mas ansiava por consistência continental. A flexibilidade tática do técnico Miguel Cardoso, particularmente em suportar as tempestades iniciais e aproveitar oportunidades de bola parada, foi decisiva nos dois jogos.

As recompensas são transformadoras. Um prêmio recorde de US$6 milhões—o maior da história da competição—reforça o poderio financeiro do clube. Além disso, a vitória garante uma vaga na expandida Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2029, onde o Sundowns medirá forças com a elite do planeta. Para um time que redefiniu o futebol sul-africano na última década, isso abre um novo capítulo de ambição internacional.

Paradoxalmente, o triunfo veio apenas 24 horas depois de os brasileiros perderem seu domínio de oito anos na liga doméstica Premier Soccer League para o Orlando Pirates. Essa decepção adiciona uma camada complexa à sua temporada: eles provaram que podem conquistar a África mesmo enquanto sua dinastia local desmoronava. Isso ressalta a profundidade e resiliência do elenco, bem como a crescente competitividade do futebol sul-africano.

Olhando para frente, o Sundowns deve navegar o desafio de equilibrar compromissos continentais com a recuperação doméstica. A vaga na Copa do Mundo de Clubes garante um calendário futuro agitado, mas por enquanto, o time e seus torcedores podem saborear uma vitória duramente conquistada que cimenta seu status como potência do futebol africano. Baseado em reportagens da BBC Sport.