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Mulher sobrevive a agressão brutal de 10 minutos por ex

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Uma mulher em São Paulo sobreviveu a um ataque violento de seu ex-companheiro em um posto de gasolina. A agressão, capturada por câmeras de segurança, envolveu

Uma violenta agressão ocorreu em um posto de gasolina no bairro Freguesia do Ô, na Zona Norte de São Paulo, na madrugada de domingo, 3 de maio. Julia Andrade Abreu, 28 anos, foi brutalmente atacada por seu ex-companheiro, Thiago Lucas de Vasconcelos, 31 anos, em um incidente que durou aproximadamente dez minutos. Câmeras de segurança gravaram parte do ataque, que começou dentro de um carro e continuou no posto de combustível.

Os dois estavam separados há cerca de um ano após um relacionamento de um ano e dois meses. Segundo a vítima, o relacionamento era abusivo, caracterizado por agressão verbal, violência psicológica e comportamento controlador. Na noite do ataque, Julia havia pegado o carro de Thiago emprestado para visitar um hospital devido a uma dor de ouvido. Depois, deu carona à sua sobrinha e voltou para buscá-lo, conforme combinado anteriormente.

Julia relatou que Thiago estava agitado e embriagado quando ela o buscou. O plano era parar no posto para comprar cigarros antes de ir para casa. No entanto, durante a viagem, Thiago começou a agredi-la verbalmente. Enquanto ela fazia uma curva perto do posto, ele desligou o carro do banco do passageiro e iniciou a agressão física. "Ele já estava em cima de mim, e os ataques começaram. Tentei abrir a porta do carro para sair, e ele a bateu", contou.

A agressão dentro do carro durou entre 10 e 12 minutos e incluiu socos, tapas, mordidas e estrangulamento. O banco do motorista quebrou e reclinou durante a luta. Julia conseguiu abrir a porta traseira e tentou fugir, mas Thiago a puxou de volta pelos cabelos. Ela acredita que ele pretendia ligar o carro e arrastá-la, mas não conseguiu fazê-lo funcionar. Ela então escapou para a estrada e tentou sinalizar para dois motoristas que passavam pedindo ajuda, mas nenhum parou.

Thiago então assumiu o volante e supostamente tentou atropelá-la. Julia fugiu para a área restrita dos funcionários do posto, mas ele a seguiu. O ataque se intensificou ali. "Os ataques lá foram ainda piores do que no carro. Foi lá que ele jogou uma pia industrial na minha cabeça. Ele jogou o bebedouro, e eu caí no chão. Foi uma sequência de socos. Ele me chutou muito, muito, muito lá. Ele veio com um pedaço de madeira e começou a me bater", disse ela. A vítima também afirmou que Thiago, dono de uma borracharia, tentou estrangulá-la com um fio, possivelmente de um carregador de celular.

Julia conseguiu se libertar e correu para os frentistas do posto pedindo ajuda. Ela afirma que os funcionários só intervieram quando o agressor também os ameaçou com um tijolo. Ela então se escondeu entre uma geladeira e uma parede até a polícia chegar. Em pânico, pegou uma pequena faca serrilhada para se defender. Quando a Polícia Militar chegou, o agressor já havia fugido no carro.

O caso foi registrado como violência doméstica, lesão corporal e ameaça no 4º Distrito Policial de Defesa da Mulher (DDM). A vítima denunciou ter sido maltratada por policiais e ter esperado cerca de nove horas por atendimento apesar de seus ferimentos. Ela contou que um policial perguntou: "O que você está fazendo com um cara desses?" e uma delegada depois sugeriu: "Já que você está com tanto medo, mude de cidade". Uma medida protetiva foi concedida pelo tribunal na quarta-feira, 6 de maio, proibindo Thiago de se aproximar a menos de 300 metros de Julia e sua família ou fazer qualquer contato.

Julia descreveu um padrão de abuso durante o relacionamento, incluindo possessividade, crises de ciúmes frequentes alimentadas por álcool, insultos constantes e agressão física como puxões de cabelo e ter a cabeça pressionada contra a parede. Ela afirmou que suas atividades diárias, desde o trabalho até tomar banho, eram monitoradas e controladas. O relacionamento terminou após uma disputa sobre a comemoração do aniversário do filho. "Foi quando eu disse chega. Ele não aceitou que eu fosse comemorar o aniversário do meu filho com o pai dele, mesmo com outras crianças e pessoas presentes", explicou. Com base na reportagem do g1.