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O que o retorno de Stapleton e Nolan significa para as

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Jessie Stapleton e Hayley Nolan retornam de lesão para as eliminatórias da Copa do Mundo da Irlanda, mas Denise O'Sullivan e Emily Murphy estão suspensas para

A treinadora da República da Irlanda, Carla Ward, convocou as duplas defensivas Jessie Stapleton e Hayley Nolan para as cruciais eliminatórias da Copa do Mundo contra Holanda e França, mas terá que enfrentar a partida em casa sem as meio-campistas Denise O'Sullivan e Emily Murphy, suspensas. O anúncio do grupo de 25 jogadoras vem com a Irlanda em terceiro lugar no Grupo A2 da UEFA, buscando a classificação automática para a Copa do Mundo de 2027 no Brasil.

Stapleton, do West Ham, e Nolan, do Crystal Palace, perderam a dupla jornada de abril contra a Polônia por lesão, onde a Irlanda conquistou seis pontos vitais. Seu retorno reforça as opções defensivas de Ward em um momento crítico. "Desde que assumi o cargo, Jessie tem sido ótima e é alguém com um futuro muito brilhante", disse Ward. "Ela está de volta ao gramado e jogando minutos a portas fechadas, então é muito positivo tê-la de volta".

Ward também elogiou a versatilidade de Nolan. "Gostei muito da Hayley. Desde que cheguei, especialmente nos Estados Unidos, ela nos mostrou do que é capaz. Ela é alguém que neste sistema pode jogar, na minha opinião, duas ou três posições." Essa flexibilidade pode ser vital enquanto a Irlanda enfrenta dois dos testes mais difíceis do grupo.

As suspensões de O'Sullivan, do Liverpool, e Murphy, do Newcastle United, para a partida contra a Holanda em Pairc Ui Chaoimh em 5 de junho, no entanto, deixam Ward com um quebra-cabeça no meio-campo. Ambas foram influentes na campanha, e sua ausência adiciona pressão sobre as demais jogadoras para darem um passo à frente. O'Sullivan, em particular, tem sido um pilar para clube e seleção.

Aoibheann Clancy, do Shelbourne, é a única jogadora baseada na liga local na lista, mantendo seu lugar após impressionar nas vitórias contra a Polônia. Sua inclusão destaca a mistura de talento doméstico e estrangeiro que Ward está cultivando. Katie McCabe, designada capitã, liderará pelo exemplo apesar do recente anúncio de que deixará o Arsenal após 11 anos no final da temporada.

O panorama classificatório está delicadamente equilibrado. A Holanda, invicta e líder do Grupo A2, viaja para Cork antes de a Irlanda ir para a França quatro dias depois. A França, potência perene, será um exame severo. A Irlanda já garantiu uma vaga nos playoffs, mas a equipe de Ward mira o primeiro lugar para evitar essa rota perigosa.

"Eu digo a elas o tempo todo que elas têm que continuar acreditando", insistiu Ward. "Eu acredito. Muitas pessoas acham que sou louca porque digo isso o tempo todo, mas podemos fazer qualquer coisa. Você pode fazer qualquer coisa se se dedicar, acreditar, focar e temos uma chance." Esse espírito de luta definiu a ascensão da Irlanda no futebol feminino.

O retorno de Stapleton e Nolan adiciona profundidade a uma unidade defensiva liderada por McCabe e que inclui jogadoras como Anna Patten e Caitlin Hayes. Com Courtney Brosnan no gol, a Irlanda manteve a meta limpa em momentos-chave, mas a ameaça ofensiva de holandesas e francesas testará essa resiliência.

No ataque, Kyra Carusa, emprestada ao Kansas City Current, e Saoirse Noonan, do Celtic, oferecem velocidade e finalização, enquanto Leanne Kiernan e Amber Barrett trazem experiência. A ausência de Emily Murphy no jogo em casa tira de Ward uma centelha criativa, mas a crença coletiva da equipe pode compensar.

A dupla jornada representa um momento decisivo na busca da Irlanda por se classificar para duas Copas do Mundo consecutivas. Tendo impressionado em sua estreia em 2023, a classificação automática seria uma conquista histórica e evitaria a loteria dos playoffs. O otimismo de Ward, apoiado pelo retorno de jogadoras-chave, sugere que elas estão prontas para desafiar as probabilidades.

A Holanda, liderada por Vivianne Miedema e Lieke Martens, apresentará um desafio formidável, enquanto a profundidade da França sob Hervé Renard é de classe mundial. No entanto, a disciplina da Irlanda e sua ameaça de bola parada já causaram problemas para equipes mais bem classificadas antes. A torcida em Pairc Ui Chaoimh pode fornecer o impulso extra necessário.

Com base em reportagens da BBC Sport.