Ángel Di María está provando que a idade é apenas um número. Aos 38 anos, o lendário ponta argentino retornou às suas raízes, juntando-se novamente ao Rosario Central — o clube onde sua jornada profissional começou — após uma ilustre carreira de 18 anos na Europa. Seu retorno para casa não poderia ser mais espetacular, eletrizando os fãs e elevando toda a liga argentina.
O impacto de Di María foi imediato e decisivo. No recente dérbi rosarino contra os ferozes rivais do Newell's Old Boys, ele quebrou um tenso empate com um voleio impressionante de canhota, garantindo uma vitória por 2 a 0. Este não foi um momento isolado de brilhantismo; em agosto, ele já havia gravado seu nome na história do dérbi com um magnífico tiro livre de 25 metros que foi para o ângulo, vencendo outra partida contra o mesmo adversário.
A conexão do atacante com seu clube de origem é profunda. Ele deixou o Rosario Central em 2007 para se juntar ao Benfica, iniciando uma odisseia europeia que incluiu papéis de destaque no Real Madrid e uma passagem de sete anos pelo Paris Saint-Germain, de 2015 a 2022. Apesar do sucesso global, ele sempre prometeu voltar, e seu compromisso ressoou profundamente com os torcedores.
"Estávamos esperando seu retorno desde que ele saiu", disse Gustavo Imperiale, um torcedor de longa data do Rosario Central. "Muitos jogadores dizem que vão voltar, mas nunca o fazem. Ele jogou nos melhores clubes do mundo, ganhou tudo e manteve sua palavra". Esse sentimento ecoa por toda a cidade, onde Di María é celebrado não apenas como uma estrela, mas como um herói local que honrou sua promessa.
Suas atuações receberam grandes elogios de colegas profissionais e figuras do futebol local. O ex-jogador do Lyon e Rosario Central, César Delgado, declarou Di María o melhor jogador do campeonato argentino atual, comparando seu status no clube a lendas como Mario Kempes e Omar Palma. "Ele está no auge fisicamente", observou Delgado. "Todos pensaram que ele teria dificuldades, mas ele se readaptou imediatamente. Ele sempre quer jogar tanto que o técnico às vezes precisa segurá-lo".
O correspondente da liga argentina da ESPN, Pablo Pavan, coloca Di María no mais alto escalão da história do futebol do país. "Com Diego Maradona e Lionel Messi, ele faz parte do panteão do futebol argentino", afirmou Pavan. "Sua presença dá outra dimensão ao campeonato. Apenas o retorno de Messi ao Newell's poderia superar o que estamos vivendo agora. Em cada partida, Di María faz coisas extraordinárias".
O locutor de rádio local e fã devoto Humberto Glavinich, conhecido como "Chino Nosky", ofereceu uma metáfora vívida para a superioridade de Di María em campo: "Ele está jogando um esporte diferente. Seus companheiros lhe enviam tijolos, e ele os transforma em caviar. A diferença entre ele e os demais é abissal". Essa genialidade criativa, combinada com seu desejo incansável de jogar, fez de seu retorno a história definidora da temporada.
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