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Pênalti aos 100 minutos do Celtic define final contra o

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O pênalti de Kelechi Iheanacho aos 100 minutos dá ao Celtic uma vitória de 3 a 2 no Motherwell, reduzindo a liderança do Hearts para 1 ponto. Um decisivo jogo

Em uma noite de alto drama no Fir Park, o Celtic manteve viva sua defesa do título da Premiership escocesa com uma extraordinária vitória de 3 a 2 sobre o Motherwell, selada pelo pênalti de Kelechi Iheanacho aos 100 minutos. O atacante nigeriano, introduzido como substituto, manteve a calma no momento de maior pressão da temporada para converter da marca após uma longa revisão do VAR, levando a torcida visitante ao delírio e garantindo que a corrida pelo título será decidida no último dia.

Mais cedo na noite, o Hearts parecia ter dado um passo gigante para encerrar sua espera de 66 anos pelo campeonato da liga com uma vitória convincente em casa por 3 a 0 contra o Falkirk. O clube de Tynecastle comemorava sabendo que um empate ou derrota do Celtic no Motherwell os coroaria campeões. Em vez disso, a intervenção de último segundo de Iheanacho significa que a liderança do Hearts foi reduzida a um único ponto, preparando um confronto de tudo ou nada no Celtic Park no sábado.

A controvérsia estourou nos segundos finais do tempo de acréscimo. O Celtic lançou um desesperado arremesso lateral longo na área do Motherwell, onde o defensor Sam Nicholson e o Auston Trusty do Celtic disputaram a bola aérea. O cotovelo de Nicholson estava levantado enquanto ele saltava, e o árbitro John Beaton inicialmente mandou seguir. No entanto, o VAR interveio, levando Beaton a revisar o monitor à beira do campo. Após deliberação, ele decidiu que a bola havia batido no braço de Nicholson – uma decisão que dividiu opiniões entre comentaristas e torcedores.

Falando no comentário, o ex-atacante do Celtic Chris Sutton apoiou a interpretação do árbitro, afirmando: 'Se bate na mão dele, o braço está levantado e erguido'. No entanto, no estúdio da Sky Sports, o ex-atacante do Rangers Kris Boyd não ficou convencido, insistindo que a trajetória da bola tornava improvável um pênalti. 'Para voar da cabeça dele nessa velocidade, se bater na mão vai cair na sua frente – não vai voar como fez', argumentou Boyd. O ex-meio-campista do Hearts Paul Hartley acrescentou: 'A potência leva para um arremesso lateral. Não vi muitos jogadores do Celtic pedindo pênalti; só pensei que era um arremesso lateral'.

O ex-atacante do Hearts John Robertson ofereceu uma visão mais matizada, sugerindo que embora o contato possa ter sido mínimo, o braço levantado deu ao árbitro uma decisão a tomar. 'Não sei se bateu na mão dele, acho que é na cabeça. A mão dele está levantada e se bateu na mão, é pênalti', disse ele. A falta de evidência clara deixou espaço para debate, mas uma vez que a decisão foi tomada, Iheanacho manteve a compostura, mandando Calum Ward para o lado errado para provocar cenas de júbilo entre jogadores e torcedores do Celtic, alguns dos quais invadiram o campo.

O resultado transforma a narrativa do último dia. O Celtic, os atuais campeões, agora sabe que uma vitória sobre o Hearts em casa será suficiente para reter o título. Eles recuperaram uma desvantagem que em um momento parecia intransponível, e o momento mudou dramaticamente a seu favor. O Hearts, enquanto isso, que liderou a tabela durante grande parte da campanha, precisa evitar a derrota na casa de seus rivais para garantir um primeiro campeonato desde 1960. Um empate seria suficiente para o time de Edimburgo, mas eles enfrentarão um time do Celtic animado por esta fuga milagrosa.

Para o Motherwell, a derrota foi um golpe amargo, mas seu destino na corrida pelo futebol europeu permanece em suas próprias mãos. Com apenas um ponto separando-os do Hibernian na luta pelo quarto lugar e uma vaga na UEFA Conference League, sua visita do último dia ao Easter Road ganhou ainda mais importância. Uma vitória garante a Europa; qualquer coisa menos abre a porta para o Hibs ultrapassá-los.

O pênalti em si foi a culminação de um final frenético em que o Celtic jogou tudo para a frente. Iheanacho, uma contratação de janeiro, emergiu como uma figura talismânica em momentos cruciais, e sua finalização sem nervos será gravada no folclore do Celtic se eles levantarem o troféu. As substituições ousadas do técnico e a atitude de nunca desistir do time mais uma vez se mostraram decisivas em uma temporada marcada por drama tardio.

A controvérsia certamente continuará, com o Motherwell se sentindo prejudicado e muitos neutros questionando se a decisão correta foi alcançada. No entanto, na luz do dia, a Premiership foi presenteada com um espetáculo de último dia que poucos poderiam ter previsto. Dois dos maiores clubes da Escócia se enfrentarão com o prêmio máximo em jogo, o tipo de cenário que ressalta por que esta liga continua cativante.

Olhando para o confronto de sábado, o Celtic Park sediará um caldeirão de barulho e tensão. O Hearts, sob Martin O'Neill, desafiou as expectativas durante toda a temporada, mas agora enfrenta o teste definitivo de caráter. O Celtic se baseará na experiência de seus recentes títulos, enquanto o Hearts deve enfrentar o peso da história. O palco está montado para uma conclusão memorável.

O último dia também promete drama na outra ponta da tabela e na corrida pela Europa, mas todos os olhos estarão em Glasgow. Com a partida programada para ser transmitida ao vivo pela Sky Sports, todo o futebol escocês – e além – estará assistindo enquanto a campanha da Premiership 2025/26 chega ao clímax.

Com base em relatórios da Sky Sports.