Um grande projeto de infraestrutura ligando a Coreia do Norte e a Rússia está prestes a ser concluído, de acordo com imagens de satélite analisadas pela BBC Verify. A nova ponte rodoviária, sobre o rio Tumen, representa a primeira conexão veicular direta entre as duas nações e é um claro indicador de sua aliança cada vez mais forte.
A estrutura, oficialmente chamada de Ponte Khasan-Tumangang, se estende por aproximadamente um quilômetro. Imagens recentes mostram que ela é acompanhada por novas estradas de acesso, um moderno posto de fronteira, instalações de apoio e áreas de estacionamento. Este desenvolvimento é muito mais do que uma simples travessia; foi projetado para ser uma artéria comercial significativa.
As autoridades russas afirmaram que a ponte foi projetada para suportar um tráfego substancial, com capacidade para até 300 veículos e 2.850 pessoas por dia. O custo total do projeto é estimado em mais de 9 bilhões de rublos, equivalentes a cerca de 120 milhões de dólares americanos, ressaltando o investimento que ambos os lados estão fazendo nesta conexão.
O acordo para construir a ponte foi finalizado durante a visita do presidente russo Vladimir Putin a Pyongyang em junho de 2024, onde se encontrou com o líder norte-coreano Kim Jong Un. A construção começou cerca de um ano depois, e seu ritmo acelerado foi observado por analistas como um reflexo do aumento da atividade bilateral.
Uma cerimônia em 21 de abril marcou a união física dos dois lados da ponte. A Embaixada da Rússia na Coreia do Norte indicou que a construção final está prevista para ser concluída até 19 de junho deste ano.
Especialistas apontam para a importância estratégica da ponte. Edward Howell, do Chatham House, observou que ela fornecerá uma rota útil para a transferência de bens militares e munições entre os países. Este desenvolvimento de infraestrutura está diretamente ligado ao aprofundamento das relações entre Pyongyang e Moscou, que incluiu tropas norte-coreanas lutando ao lado das forças russas na Ucrânia.
Victor Cha, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), enfatizou que a velocidade da construção reflete o volume de atividade comercial, impulsionado em grande parte pelo fornecimento de tropas, armas e munições da Coreia do Norte para o esforço de guerra da Rússia. Ele também sugeriu que motoristas de cada país provavelmente estarão restritos a operar veículos apenas dentro de seu próprio território, exigindo transferências de carga na fronteira.
Esta ponte se ergue como um monumento físico a uma parceria geopolítica em rápida evolução, com implicações significativas para a segurança e o comércio regionais. Com base em reportagens do g1.