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Por que o sexto Mundial de Ronaldo é histórico: a busca

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Cristiano Ronaldo busca marcar em uma sexta Copa do Mundo recorde, um feito que nenhum outro jogador de futebol masculino alcançou, enquanto Portugal abre a

A jornada de Cristiano Ronaldo para a Copa do Mundo FIFA de 2026 é marcada por uma ambição singular: tornar-se o primeiro homem a marcar em seis edições diferentes do torneio. Aos 41 anos, o ícone português já gravou seu nome na história das Copas como o único jogador a balançar as redes em cinco torneios distintos. Agora, na véspera do que ele chamou de sua "Última Dança", Ronaldo está à beira de mais um recorde inatingível — um que elevaria uma carreira já lendária a um território sem precedentes.

Os números por trás da sequência de gols de Ronaldo em Copas do Mundo contam a história de um jogador que desafiou a curva típica de envelhecimento. Ele começou na Alemanha em 2006 com um pênalti contra o Irã, depois adicionou gols contra a Coreia do Norte em 2010 e Gana em 2014. Em 2018, aos 33 anos, ele produziu uma obra-prima: um hat-trick contra a Espanha que continua sendo uma das atuações individuais mais icônicas do torneio. Quatro anos depois, no Catar, ele marcou novamente contra Gana, convertendo um pênalti. Cada torneio, um gol. Nenhum outro jogador de futebol masculino — nem Pelé, nem Maradona, nem mesmo seu rival eterno Lionel Messi — fez isso em cinco. Se Ronaldo marcar nos Estados Unidos, México ou Canadá neste verão, ele estenderá esse recorde para seis, um número que talvez nunca seja igualado.

"Trata-se de escrever história, não apenas de jogar futebol", Ronaldo teria dito a pessoas próximas, de acordo com fontes familiarizadas com sua preparação. Embora o próprio jogador raramente fale em clichês, suas ações ao longo das últimas duas décadas falam por si. Depois de conquistar o título da Liga Profissional Saudita com o Al Nassr na última rodada — superando o Al Hilal comandado por Simone Inzaghi — Ronaldo imediatamente voltou seu foco para a seleção nacional. Esse triunfo elevou sua contagem de troféus na carreira para 34, mas a Copa do Mundo continua sendo a grande ausência em um currículo que inclui cinco títulos da Champions League e uma Eurocopa com Portugal em 2016.

O torneio de 2026 oferece uma chance não apenas para a glória da equipe, mas também para um marco pessoal que esteve nos bastidores: 1.000 gols na carreira. Ronaldo atualmente tem 974 gols oficiais por clubes e seleção. Com 26 gols necessários para chegar a quatro dígitos, a Copa do Mundo pode fornecer um impulso significativo se Portugal avançar longe. Sua contagem internacional já inclui 130 gols em 207 partidas, tornando-o o maior artilheiro de todos os tempos no futebol masculino internacional. Adicionar um gol na Copa a essa contagem solidificaria ainda mais um recorde que parece se tornar mais intocável a cada ano.

O caminho de Portugal pelo Grupo K está longe de ser simples, mas oferece a Ronaldo ampla oportunidade de alcançar o recorde de gols imediatamente. Eles estreiam contra a República Democrática do Congo em 17 de junho, uma equipe que nunca enfrentou Portugal em uma partida competitiva, mas tem reputação de resistência física. Seis dias depois, em 23 de junho, Portugal enfrenta o Uzbequistão, uma equipe fazendo sua estreia na Copa e que provavelmente se fechará, dificultando o gol. A fase de grupos termina em 28 de junho contra a Colômbia, um adversário experiente da CONMEBOL que chegou às quartas de final em 2014 e conta com defensores experientes. Para Ronaldo, quebrar o recorde cedo não apenas aliviaria a pressão, mas também permitiria que a equipe se concentrasse em um chaveamento eliminatório cada vez mais desafiador.

O técnico Roberto Martínez, que assumiu após a Copa de 2022, montou um elenco jovem e dinâmico em torno de sua estrela veterana. Jogadores como Rafael Leão, João Félix e Vitinha representam uma nova geração ansiosa para apoiar o ato final de Ronaldo. Martínez falou abertamente sobre gerenciar os minutos de Ronaldo e aproveitar sua experiência em momentos cruciais. "Cristiano entende que esta é uma missão coletiva", disse Martínez em uma entrevista pré-torneio, parafraseado aqui. "Ele está com tanta fome quanto sempre, mas sabe que o time vem em primeiro lugar". Esse equilíbrio pode ser fundamental: Ronaldo já não pressiona incansavelmente por 90 minutos, mas seus instintos predatórios dentro da área continuam entre os melhores do mundo.

O peso histórico de uma sexta participação na Copa liga Ronaldo a um clube exclusivo. Apenas três jogadores já participaram de seis edições: Ronaldo, Messi e o goleiro mexicano Guillermo Ochoa. Messi alcançou o prêmio máximo no Catar, capitaneando a Argentina à vitória. Ronaldo, que completará 42 anos durante o torneio, nunca ergueu o troféu da Copa — e admite que esta é sua última chance. A comparação com Messi, para sempre entrelaçada, adiciona uma camada narrativa: enquanto o legado de Messi foi coroado com uma vitória na Copa, o de Ronaldo pode ser definido por este recorde único de longevidade. Um gol em uma sexta Copa seria um testemunho de disciplina física, adaptabilidade e um impulso competitivo inabalável que o viu evoluir de um ponta habilidoso para uma máquina de fazer gols central.

O melhor resultado de Portugal em uma Copa foi em 1966, quando terminou em terceiro lugar com o brilho de Eusébio. Desde então, gerações de talentos ficaram aquém. A própria jornada de Ronaldo começou em 2006, quando ele chorou após uma derrota na semifinal para a França. Duas décadas depois, o roteiro está sendo escrito para um último empurrão. As partidas do Grupo K no vasto torneio norte-americano serão realizadas em estádios por todo o continente, e espera-se que o apoio dos torcedores seja imenso. Para muitos fãs, ver Ronaldo em uma Copa pela última vez será uma despedida emocionante de uma das figuras definidoras do futebol.

Além do campo, a busca de Ronaldo tem ressonância comercial e cultural. Sua presença nas redes sociais ultrapassa 600 milhões de seguidores em todas as plataformas, e um gol recorde se tornaria instantaneamente um dos momentos esportivos mais assistidos da história. Patrocinadores e emissoras já estão se preparando para a possibilidade, e a hashtag #Ronaldo6in6 tem sido trending topic esporadicamente desde que Portugal se classificou. A interseção entre esporte e fama raramente foi tão concentrada em um único atleta.

No final, o legado de Cristiano Ronaldo já está assegurado. Cinco Bolas de Ouro, recordes imbatíveis na Champions League e o maior número de gols internacionais. No entanto, a Copa do Mundo de 2026 apresenta algo que nem mesmo essas conquistas podem oferecer: uma chance de fazer o que ninguém mais fez. Seja um cabeceio imponente, um pênalti clínico ou um chute característico de longa distância, o mundo estará assistindo. Se Ronaldo balançar as redes contra Congo, Uzbequistão ou Colômbia, ele não apenas marcará um gol — ele inscreverá seu nome na história de uma maneira que talvez nunca seja repetida.

Com base em reportagens do Tuttosport.