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Por que McInnes & O'Neill permanecem calmos em meio ao

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Hearts lidera o Celtic por 1 ponto com 2 jogos restantes. Vitória contra Falkirk e derrota do Celtic no Motherwell garantem o primeiro título desde 1960

A disputa pelo título da Premiership escocesa está prestes a ter um desfecho dramático, mas os dois homens no centro da tempestade projetam uma aura de calma estudada. Com duas partidas restantes, o Hearts mantém uma vantagem de um ponto sobre o atual campeão Celtic, preparando o cenário para um possível primeiro título para o time de Edimburgo em mais de seis décadas. Apesar do frenesi que envolve torcedores e mídia, o chefe do Hearts, Derek McInnes, e o técnico interino do Celtic, Martin O'Neill, se recusam a se deixar levar.

Para o Hearts, o que está em jogo dificilmente poderia ser maior. Nenhum time fora do Old Firm levantou o troféu da primeira divisão escocesa desde que o Aberdeen de Sir Alex Ferguson realizou a façanha em 1985. A própria seca de títulos do clube de Tynecastle remonta a 1960, uma espera de 64 anos que se tornou uma narrativa definidora da Premiership moderna. Uma vitória contra o Falkirk combinada com um tropeço do Celtic no Motherwell encerraria essa espera de forma de conto de fadas, com o troféu selado em casa.

McInnes, no entanto, trata a ocasião com pragmatismo característico. Em sua entrevista coletiva pré-jogo, ele admitiu que contava com a disputa pelo título indo até o fim. "Eu simplesmente presumi que o Celtic vai vencer", comentou, sublinhando sua expectativa de um confronto final no Parkhead. O ex-técnico do Aberdeen está protegendo conscientemente seus jogadores do hype, enfatizando que o único foco está na tarefa imediata. "A reunião da equipe será apenas sobre este jogo e sem distrações além disso", acrescentou.

O'Neill, três vezes vencedor da liga com o Celtic durante seu primeiro período no comando, tem sido igualmente desdenhoso das narrativas pré-jogo. O irlandês supervisionou uma notável recuperação desde que assumiu o cargo após a efêmera era de Wilfried Nancy. Uma desvantagem de cinco pontos com sete jogos restantes foi reduzida a um único ponto graças a cinco vitórias consecutivas. "Somos todos culpados de falar bem", observou O'Neill. "Você tem que fazer isso no campo". Sua mensagem ressoa com um elenco que entende que a margem para erro desapareceu.

A retomada do Celtic foi construída sobre uma mistura de experiência e uma recusa em entrar em pânico. O'Neill admitiu que "não há margem para erros" e que a forma necessária para manter a pressão é mentalmente desgastante. "É difícil manter isso em cada jogo porque haverá uma partida onde você pode dominar, não marcar nesse período, e o outro time pode escapar e se encontrar 1-0 na frente", ele alertou. É um reconhecimento franco dos estreitos margens que provavelmente decidirão o destino do troféu.

O capitão do Hearts, Lawrence Shankland, tem sido a personificação da compostura sob pressão. O atacante escocês marcou o gol da vitória contra o Rangers e depois empatou no Motherwell para manter seu time na pole position. Sua mensagem aos companheiros tem sido de confiança controlada. "Haverá nervosismo, é totalmente normal quando você está nesta posição. Trata-se de controlá-los", disse Shankland, sublinhando a maturidade que o tornou o ponto focal de sua campanha.

Além das citações, a batalha tática promete intriga. O Hearts liderou a liga durante grande parte da temporada, mostrando uma resiliência que os viu se recuperar repetidamente de contratempos. O Celtic, por sua vez, está redescobrindo o hábito implacável de vencer que definiu triunfos anteriores no título. A possibilidade de um decisivo final no Parkhead, um duelo de 90 minutos entre os dois primeiros, tentou os neutros e adicionou uma camada extra de tensão às partidas desta semana.

A história que pesa sobre ambos os clubes adiciona peso a cada passe e entrada. Para o Celtic, um 55º campeonato de liga os aproximaria do recorde do Rangers, enquanto o Hearts persegue um autêntico conto de fadas. O triunfo de 1960 para o time de Tynecastle veio em uma era anterior ao aperto do duopólio de Glasgow, e um sucesso moderno representaria uma das maiores histórias de azarão na história do futebol escocês.

À medida que os jogos de meio de semana se aproximam, as reações contrastantes dos dois técnicos revelam uma filosofia compartilhada: bloquear o ruído. McInnes e O'Neill já estiveram aqui antes, embora em diferentes formas, e ambos entendem que títulos de liga não são ganhos em entrevistas coletivas. A verdadeira batalha se desenrolará no campo, onde a abordagem aventureira do Hearts encontra o know-how do Celtic.

A cidade de Edimburgo está em suspense, enquanto Glasgow prende a respiração. Se os resultados favorecerem o Hearts na quarta-feira, uma festa gestada por 40 anos explodirá na capital. Se não, o palco está montado para um dos finais mais dramáticos na história da Premiership. Seja qual for o resultado, a atitude calma dos técnicos será testada como nunca antes. Baseado em reportagens da BBC Sport.