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Por que McInnes venceu: Análise dos Prêmios de Futebol da

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Derek McInnes nomeado Técnico do Ano da Premiership Escocesa da BBC, enquanto o técnico do Hearts superou Askou, do Motherwell, por um voto. Declan Rice

A BBC revelou seus prêmios de futebol de final de temporada inaugurais, baseando-se na sabedoria coletiva de um distinto painel que inclui ex-internacionais como Chris Sutton, Danny Murphy e Fara Williams. Em toda a Premier League, Women's Super League, Premiership Escocesa e EFL, os prêmios destacam os jogadores, técnicos e momentos que definiram a campanha de 2025-26. Enquanto estrelas globais como Declan Rice e Khadija Shaw dominaram as manchetes, a margem mais estreita veio do norte da fronteira, onde o técnico do Hearts, Derek McInnes, conquistou o prêmio de técnico da Premiership Escocesa por um único voto, sublinhando uma temporada de margens apertadas em Tynecastle.

O triunfo de McInnes foi tão dramático quanto a própria corrida pelo título. Seu time do Hearts levou a luta pelo campeonato até o último dia, apenas para ser negado pelo eventual campeão Celtic em um revés cruel que estendeu a espera por um vencedor não-Old Firm para 41 anos. A capacidade do técnico de 53 anos de sustentar uma pressão contra recursos superiores lhe rendeu a preferência sobre Jens Berthel Askou, do Motherwell, cujo quarto lugar garantiu futebol europeu, mas não foi suficiente para mantê-lo no Fir Park—Askou desde então partiu para se tornar técnico do Toulouse, na França. Martin O'Neill, do Celtic, que estabilizou o clube após as saídas de Brendan Rodgers e Wilfried Nancy para conquistar um quinto título consecutivo da liga, só conseguiu o terceiro lugar na votação, um testemunho do impacto que McInnes teve ao desafiar a ordem estabelecida.

O quase triunfo do Hearts foi impulsionado em grande parte pelo atacante português Claudio Braga, que marcou 14 gols e três assistências para ser nomeado jogador da temporada da Premiership Escocesa da BBC. Sua tenacidade e precisão clínica o tornaram uma ameaça constante, embora Elijah Just, do Motherwell, e seu próprio companheiro de equipe Lawrence Shankland—que está indo para o Rangers neste verão—tenham pressionado na ordem de classificação. A iminente transferência de Shankland para o outro lado da divisão de Glasgow adiciona um subtexto a uma rivalidade já cativante, e sua ausência na próxima temporada será profundamente sentida no Hearts. Enquanto isso, a esteira de jovens talentos não parou: Barney Stewart, do Falkirk, e Findlay Curtis, do Kilmarnock, dividiram o prêmio de revelação, enquanto a bicicleta acrobática de Youssef Chermiti pelo Rangers contra o Celtic venceu o gol da temporada.

No sul, a tão esperada coroação do Arsenal dominou a discussão da Premier League. Declan Rice recebeu o prêmio de jogador da temporada após uma campanha em que sua maestria no meio-campo—amplificada por uma execução malvada de bolas paradas—impulsionou os Gunners ao seu primeiro título desde 2004. Bruno Fernandes, do Manchester United, que estabeleceu um novo recorde de assistências em uma única temporada, ficou em segundo, enquanto o atacante do Brentford, Igor Thiago, com 22 gols, ficou em terceiro. Mikel Arteta, o arquiteto de que essa coceira de 22 anos finalmente foi coçada, foi uma escolha popular para técnico da temporada, com Andoni Iraola, do Bournemouth, e Keith Andrews, do Brentford, também recebendo apoio substancial. No entanto, o trabalho de Arteta não está concluído; ele lidera seu time em uma final da Champions League contra o Paris St-Germain neste fim de semana, coroando um ano transformador.

Os prêmios também celebraram os detalhes mais finos da liga. A jovem estrela Nico O'Reilly, do Manchester City, levou o prêmio de jovem jogador por suas investidas ousadas da lateral, enquanto Harrison Reed, do Fulham, conquistou o gol da temporada por um chute de última hora de 25 jardas contra o Liverpool que desviou violentamente para o ângulo superior. O prêmio de contratação da temporada foi para um jogador que trocou a Bundesliga por Wearside: Granit Xhaka se mudou do Bayer Leverkusen para o Sunderland por £17 milhões, um acordo que forneceu a base para uma campanha respeitável no Stadium of Light. Em uma temporada de surpresas, o quase rebaixamento do Tottenham se destacou como a surpresa, enquanto a demissão de Ange Postecoglou no Nottingham Forest foi votada como a demissão mais previsível—um reflexo tanto do turbulento mandato do grego-australiano quanto da implacável rotatividade da gestão da primeira divisão.

As mulheres do Manchester City foram a força dominante na WSL, e Khadija Shaw foi a indivídua dominante. A atacante jamaicana, com 21 gols em 22 partidas, impulsionou o City ao seu primeiro título de liga em uma década, ganhando mais de 80% dos votos para jogadora da temporada de forma avassaladora. Suas quatro assistências foram quase um show à parte diante do volume e variedade de seus gols, e ela recentemente renovou seu contrato para sublinhar seu compromisso. A técnica Andree Jeglertz espelhou esse domínio, perdendo apenas um voto enquanto sua equipe quebrou o domínio do Chelsea sobre a liga. O City pode ainda adicionar uma dobradinha nacional quando enfrentar o Brighton na final da Women's FA Cup. O prêmio de jogadora revelação foi para Veerle Buurman, do Chelsea, destacando a profundidade do talento jovem emergindo em toda a liga.

Na EFL, as honras foram distribuídas entre as divisões com narrativas de renascimento e resiliência. O jogador da temporada do Championship, Hayden Hackney, foi o motor do meio-campo que levou o Middlesbrough à final do play-off, embora sua lesão provavelmente lhes tenha custado o acesso. O prêmio de técnico foi compartilhado entre Frank Lampard, que levou o Coventry de volta à primeira divisão após 25 anos, e Alex Neil, cujo Millwall ficou perto nos play-offs. A League One viu Dom Ballard, do Leyton Orient, desafiar uma luta contra o rebaixamento com 23 gols para ganhar o prêmio de jogador da temporada, enquanto Michael Skubala, do Lincoln City, foi uma escolha unânime como técnico após guiar os Imps a um título inesperado. Na League Two, Aaron Drinan, do Swindon, levou o prêmio de jogador com 22 gols, mas a história do ano pertenceu a Andy Woodman, que garantiu o segundo acesso consecutivo do Bromley—uma conquista tão enfática que recebeu todos os votos.

Das estrelas consolidadas da Premier League aos lutadores das divisões inferiores, os prêmios da BBC capturaram uma temporada rica em histórias. Eles refletem uma mudança de guarda em alguns clubes, a consolidação de legados em outros e o drama não roteirizado que mantém os fãs cativados. Enquanto a poeira assenta em 2025-26, a conversa já se volta para o que esses vencedores—e as novas contratações, como Shankland no Rangers e Xhaka no Sunderland—produzirão na próxima temporada.

Baseado em reportagens da BBC Sport.