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Por que Salah deixa o Liverpool como lenda: De fracasso a

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Mohamed Salah chegou ao Liverpool em 2017 carregando o rótulo de 'fracasso do Chelsea'. Nove anos depois, ele sai como lenda, tendo quebrado recordes e

Quando Mohamed Salah retornou ao futebol inglês com o Liverpool em 2017, o atacante egípcio carregava o rótulo de 'fracasso do Chelsea'. Sua passagem de três anos em Stamford Bridge rendeu apenas dois gols na Premier League, e muitos questionaram se ele poderia ter sucesso na primeira divisão. O que se seguiu foi uma das transformações mais notáveis que o esporte já testemunhou. Nove anos depois, Salah deixa Merseyside não como um fracasso, mas como um ícone indiscutível cujo legado transcende meras estatísticas.

A temporada de estreia de Salah no Liverpool eliminou todas as dúvidas. Ele marcou um recorde de 32 gols em uma campanha de 38 jogos da Premier League, superando a marca anterior de Alan Shearer, Cristiano Ronaldo e Luis Suárez. Sua velocidade avassaladora, finalização clínica e movimento inteligente atormentaram as defesas da Inglaterra e da Europa. Ao final daquela campanha inaugural, ele havia conquistado o Jogador do Ano da PFA, o Futebolista do Ano da FWA e a Chuteira de Ouro da Premier League. A narrativa do 'fracasso do Chelsea' foi enterrada para sempre.

Nas oito temporadas seguintes, Salah manteve um padrão de excelência que o colocou entre os atacantes de elite da história do futebol. Ele liderou o Liverpool ao título da Liga dos Campeões em 2019 — marcando na final contra o Tottenham — e seguiu com o primeiro título de liga do clube em 30 anos durante uma campanha dominante em 2019-20. Sua consistência foi impressionante: ele ganhou três Chuteiras de Ouro da Premier League, dois prêmios de Jogador do Ano da PFA, e se tornou o primeiro jogador na história do Liverpool a marcar 20+ gols na liga em cinco temporadas consecutivas.

À medida que sua carreira progredia, Salah evoluiu de um puro artilheiro para um atacante completo. Sua capacidade de criação melhorou dramaticamente; ele frequentemente liderava as tabelas de assistências enquanto mantinha sua produção de gols. Sua condição física e durabilidade foram excepcionais, permitindo que raramente perdesse jogos e atuasse em alto nível até depois dos 30 anos. Fora de campo, Salah se tornou uma figura de liderança, capitaneando o Egito e servindo como modelo para jovens jogadores. Seu profissionalismo, humildade e dedicação — exemplificados por sua dieta rigorosa e treinamento — tornaram-se um modelo para aspirantes a atletas.

A influência de Salah se estendeu muito além das linhas brancas. Ele se tornou um ícone global, particularmente reverenciado no mundo árabe. Sua presença no Liverpool ajudou o clube a expandir sua base de fãs internacionais exponencialmente. Ele desafiou estereótipos, e seu trabalho de caridade, incluindo doações significativas para causas em seu Egito natal, conquistou admiração mundial. Em um esporte frequentemente dominado pelo ego, a personalidade pé no chão de Salah se destacou. Ele não era apenas um jogador de futebol; era um símbolo de esperança e união.

À medida que a temporada 2025-26 se aproximava do fim, ficou claro que o tempo de Salah em Anfield estava chegando ao fim. Apesar das negociações para uma extensão de contrato, a decisão mútua foi de se separarem. Quando o anúncio foi feito, homenagens vieram de companheiros, técnicos e rivais. Jürgen Klopp, que o treinou durante a maior parte de sua passagem pelo Liverpool, elogiou a 'fome implacável' de Salah e o chamou de 'um dos maiores jogadores com quem já trabalhei'. A torcida de Anfield se preparou para uma emocionante última partida em casa, onde Salah recebeu uma guarda de honra e uma ovação ensurdecedora.

Os números por trás da carreira de Salah no Liverpool são impressionantes. Ele sai como o maior artilheiro da história do clube na Premier League com mais de 200 gols, superando lendas do clube como Ian Rush e Roger Hunt na era moderna. Em todas as competições, marcou mais de 300 gols e contribuiu com mais de 100 assistências. Sua habilidade de marcar em momentos decisivos — finais da Liga dos Campeões, dérbis, jogos que decidiam títulos — cimentou sua reputação como jogador de grandes jogos. Estatisticamente, ele está entre os cinco principais atacantes da história da Premier League.

A saída de Salah marca o fim de uma era para o Liverpool. Sua partida segue as saídas de Sadio Mané, Roberto Firmino e outras figuras-chave da geração de ouro. Substituir um jogador de seu calibre é um imenso desafio; suas contribuições de gols representaram cerca de um terço da produção da equipe em suas últimas temporadas. O clube agora precisa recalibrar seu ataque, provavelmente recorrendo a jovens talentos ou novas contratações para preencher o vazio. O período de transição pode ser turbulento, enquanto o Liverpool busca manter seu status entre a elite europeia.

Para a Premier League, perder Salah é um golpe significativo para o seu poder de estrelas. Ao lado de Kevin De Bruyne e Harry Kane, Salah era um dos rostos da marca global da liga. Seus duelos individuais com defensores, suas façanhas recordes e sua busca implacável por gols proporcionavam drama semanal. Sua saída, combinada com o envelhecimento de outros jogadores de destaque, sinaliza uma mudança geracional. A liga precisará de novos protagonistas, mas replicar a combinação de talento, apelo comercial e consistência de Salah será difícil.

A última temporada de Salah no Liverpool foi um testemunho de sua classe duradoura. Ele não relaxou; em vez disso, produziu uma de suas melhores campanhas, ajudando o time a garantir uma vaga entre os quatro primeiros e uma copa doméstica. Seu profissionalismo nunca vacilou, e ele tratou cada partida como uma oportunidade de acrescentar ao seu legado. A volta olímpica após seu último jogo em Anfield foi uma cena emocionante, com lágrimas tanto do jogador quanto dos torcedores. Foi um final adequado para um homem que deu tudo pelo clube.

Do ceticismo de 2017 à reverência de 2026, a jornada de Mohamed Salah no Liverpool é coisa do folclore do futebol. Ele transformou céticos em crentes, redefiniu o que é possível para um ponta e se tornou uma das figuras mais amadas na história do clube. Seu legado está seguro não apenas nos livros de recordes, mas nos corações daqueles que testemunharam seu brilho. Ao embarcar em seu próximo capítulo, a Premier League se despede de um verdadeiro grande — uma lenda que chegou com um ponto a provar e partiu tendo provado tudo.

Com base em reportagens da ESPN.