Uma professora no interior do estado do Amazonas foi presa sob suspeita de abusar e explorar sexualmente a própria filha. A prisão ocorreu no município de Envira na sexta-feira, após uma investigação iniciada pela Polícia Civil de São Paulo.
A mulher também está sob investigação por recrutamento, distribuição e armazenamento de material de exploração sexual infantil. Durante a operação, a polícia cumpriu mandados de prisão temporária e busca e apreensão, apreendendo dois celulares e um notebook como evidências.
O caso teve origem na "Operação Predador Digital" de São Paulo, realizada em Andradina. Aquela investigação identificou um homem suspeito de recrutar mulheres para cometer crimes sexuais contra crianças e adolescentes. As evidências encontradas durante uma busca em sua casa em Castilho, São Paulo, incluíam pornografia infantil.
Trabalho investigativo adicional revelou a participação de outros suspeitos na produção e compartilhamento do conteúdo ilícito. Isso levou as autoridades a identificar um caso de abuso infantil contínuo ocorrendo no remoto interior do estado do Amazonas.
A divisão especializada da Polícia Civil identificou rapidamente a suspeita, que residia em uma comunidade rural em Envira. A localização apresentava desafios logísticos significativos, situada a mais de três horas de barco da sede municipal.
Apesar dessas dificuldades de acesso, os policiais conseguiram chegar à comunidade e realizar a prisão. A suspeita foi posteriormente transportada para a Delegacia Interativa de Envira e agora está sob custódia aguardando procedimentos judiciais.
O Delegado Geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, enfatizou o compromisso do órgão no combate a crimes contra crianças e adolescentes. Ele destacou que, embora o estado apresente grandes obstáculos logísticos, isso não impede a ação policial, especialmente em casos de estupro de vulneráveis.
Fraga ressaltou que este caso em particular causou grande impacto devido à gravidade dos fatos, envolvendo uma mãe abusando do próprio filho. Ele também mencionou que mais de 50 abusadores foram presos no estado durante a mesma semana.
Com base em reportagens do g1.