Uma grande iniciativa social na cidade brasileira de Sarapuí está causando um impacto significativo na vida de crianças e adolescentes locais. O projeto Cantinho Dona Zilda, fundado há cinco anos durante a pandemia, acaba de inaugurar uma instalação ampliada, aumentando drasticamente sua capacidade e escopo de serviços.
O projeto, nomeado em homenagem à avó do fundador, foi criado pelo empresário local Thomas Barros. Começou como um sonho compartilhado entre pais para oferecer oportunidades educacionais seguras para jovens em situação de vulnerabilidade fora do horário escolar. A associação oferece um ambiente seguro e acolhedor focado no desenvolvimento infantil.
Na sexta-feira, 8 de agosto, o projeto inaugurou oficialmente seu espaço recém-ampliado. O investimento financiou a construção de novas salas de aula, a compra de móveis e equipamentos e a instalação de uma cozinha industrial. Esse crescimento é uma resposta direta às necessidades da comunidade.
Anteriormente atendendo 260 crianças e adolescentes de seis a 14 anos, a expansão permitirá que o projeto acomode 360 pessoas a partir do segundo semestre do ano. Crucialmente, também começará a atender um novo público: adolescentes de 15 a 17 anos. Esse grupo mais velho terá acesso a iniciativas especializadas em tecnologia, marketing e formação profissional.
A escala dessa operação é notável para o município. Sarapuí tem aproximadamente 10.000 habitantes, com cerca de 2.000 crianças e adolescentes na faixa etária alvo do projeto. Com a nova capacidade, o Cantinho Dona Zilda fornecerá serviços gratuitos para cerca de 20% dessa população jovem, alcançando efetivamente um em cada cinco jovens da cidade.
O presidente do projeto enfatiza que esse trabalho vai além da simples assistência social. Ele o descreve como uma missão que impacta diretamente a formação, a segurança, a saúde emocional e os laços familiares, construindo melhores perspectivas de futuro para toda a comunidade. A iniciativa opera como um complemento, não um substituto, do sistema de educação formal.
O financiamento vem principalmente de uma indústria local, com apoio adicional de empresas das regiões de Itapetininga e Sorocaba. Desde 2021, os investimentos totais chegaram a R$ 7 milhões, cobrindo aquisição de imóveis, equipamentos e custos operacionais. A associação emprega mais de 25 funcionários.
Olhando para o futuro, o projeto tem um plano estratégico de expansão para além de 2028, com possíveis novas unidades em municípios vizinhos como Alambari, Capela do Alto, Pilar do Sul, Itapetininga e Araçoiaba da Serra. Famílias interessadas em matricular crianças podem visitar a sede da associação para triagem, e o apoio da comunidade por meio de doações ou voluntariado é bem-vindo. Com base em reportagem do g1.