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Senador brasileiro Ciro Nogueira é alvo de operação da

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A Polícia Federal cumpre mandados de busca contra o senador Ciro Nogueira, alegando que ele recebeu propinas do banqueiro Daniel Vorcaro na investigação em

Em um grande desenvolvimento na longa investigação sobre o Banco Master, a Polícia Federal do Brasil lançou a quinta fase da 'Operação Compliance Zero' nesta quinta-feira. A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, tem como alvo direto o senador Ciro Nogueira, uma poderosa figura política e presidente do partido Progressistas.

Os investigadores alegam que o senador Nogueira recebeu propinas para dar tratamento favorável ao banqueiro Daniel Vorcaro. Como parte da operação, policiais cumpriram um mandado de busca na residência do senador em um bairro nobre de Brasília. Durante a busca, as autoridades apreenderam seu telefone celular e US$ 27.000 em espécie.

A operação se estendeu além da capital, com nove mandados adicionais cumpridos em São Paulo, Minas Gerais e Piauí, estado natal do senador. Em Teresina, a polícia visitou uma concessionária de motocicletas de propriedade de Nogueira, que também abrigava outra empresa sob investigação. Esta empresa é administrada pelo irmão do senador, Raimundo Nogueira, que foi ordenado a usar uma tornozeleira eletrônica, pois é considerado como tendo fornecido apoio formal e operacional ao suposto esquema.

Outra figura chave alvo foi Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, funcionário do senador Nogueira. Segundo a Polícia Federal, Bernardo estava envolvido no lado operacional dos pagamentos, supostamente trabalhando para evitar o rastreamento de fundos ilícitos.

A única prisão feita durante a operação foi a de Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele foi detido em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, e sua detenção é válida por cinco dias. Felipe está sob investigação desde a segunda fase da apuração e é identificado pela polícia como o operador financeiro do banqueiro.

A dimensão das apreensões foi significativa. As autoridades confiscaram dez veículos de luxo, joias e relógios dos investigados. Além disso, o judiciário autorizou o bloqueio de R$ 18 milhões em ativos.

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relator do caso, observou que os autos contêm provas substanciais, incluindo registros de transferências bancárias, registros de viagens e mensagens eletrônicas supostamente trocadas entre membros da organização criminosa. Esses elementos apontam para possível corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e atividade criminosa em andamento.

O senador Ciro Nogueira, que atuou como ministro-chefe da Casa Civil sob o ex-presidente Jair Bolsonaro e é figura de destaque no bloco parlamentar 'Centrão', estava em casa durante a ação policial e afirmou que cooperará com o judiciário, negando qualquer participação em atividades ilícitas.

Com base em reportagens do g1.