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Son Heung-min: Capitão da Coreia do Sul para a Quarta Copa

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Son Heung-min será o capitão da Coreia do Sul na sua quarta Copa do Mundo em 2026, com estrelas como Kim Min-jae, Lee Kang-in e o estreante Jens Castrop no

Son Heung-min liderará a Coreia do Sul na Copa do Mundo de 2026 após ser nomeado capitão na convocação para sua quarta participação no torneio. O atacante de 33 anos, agora estrela do Los Angeles FC na Major League Soccer, encabeça um elenco experiente selecionado pelo técnico Hong Myung-bo. O anúncio, que inclui uma mistura de talento com base na Europa e nomes da liga nacional, prepara o cenário para a campanha da Coreia do Sul no Grupo A contra os co-anfitriões México, República Tcheca e África do Sul.

A jornada de Son de prodígio adolescente no Hamburgo a ícone nacional tem sido notável. Ele fez sua estreia na Copa do Mundo em 2014, marcou em 2018 e 2022, e agora se junta a um grupo seleto de jogadores sul-coreanos que alcançam quatro edições. Sua mudança para a MLS no ano passado marcou um novo capítulo, mas sua forma continua afiada — marcando regularmente nos EUA e mantendo a braçadeira de capitão por seu país. Para um jogador que carregou o peso das esperanças de uma nação após o estrelato no Tottenham Hotspur, esta convocação cimenta seu status como o jogador mais influente de sua geração na Coreia.

O elenco possui uma espinha dorsal formidável vinda das melhores ligas da Europa. Kim Min-jae, do Bayern de Munique, ancora a defesa, trazendo a compostura e fisicalidade que lhe renderam um título da Serie A com o Napoli. Lee Kang-in, do Paris Saint-Germain, fornece criatividade no meio-campo, enquanto Hwang Hee-chan, do Wolverhampton Wanderers, adiciona velocidade e finalização no ataque. Sua experiência coletiva — abrangendo Serie A, Bundesliga, Ligue 1 e Premier League — dá à Coreia do Sul um nível de profundidade raramente visto em torneios anteriores.

Uma das inclusões mais intrigantes é Jens Castrop, o defensor do Borussia Mönchengladbach que se torna o primeiro jogador de dupla herança a representar a Coreia do Sul em uma Copa do Mundo. Nascido na Alemanha de pai alemão e mãe coreana, Castrop jogou nas categorias de base da Alemanha antes de trocar de seleção no ano passado. Sua convocação reflete uma tendência crescente da Associação Coreana de Futebol de recrutar talentos nascidos no exterior, e ele pode fornecer uma nova dimensão na defesa ao lado de nomes consagrados como Kim Min-jae.

No meio-campo, o contingente britânico se destaca. Bae Jun-ho (Stoke City), Paik Seung-ho (Birmingham City), Yang Hyun-jun (Celtic) e Eom Ji-sung (Swansea City) atuam no Reino Unido, dando ao time uma presença robusta de ida e volta. Junto com Lee Kang-in e Lee Jae-sung (Mainz), formam uma unidade versátil capaz de ditar o ritmo contra oponentes variados. A linha de ataque, liderada por Son e complementada por Hwang Hee-chan e Cho Gue-sung (Midtjylland), promete gols.

Os jogos do Grupo A da Coreia do Sul apresentam um caminho desafiador. Eles abrem contra a República Tcheca em 12 de junho em Guadalajara, uma cidade que provavelmente oferecerá apoio fervoroso para os co-anfitriões México, que enfrentam uma semana depois no mesmo local. A final do grupo contra a África do Sul em Monterrey em 25 de junho pode decidir a classificação. Com o México desfrutando de vantagem caseira e os tchecos ostentando uma defesa sólida, a experiência de Son e Kim Min-jae será crítica em momentos de alta pressão.

Hong Myung-bo, herói da Copa do Mundo de 2002, depositou sua confiança na familiaridade. Mais de uma dúzia de jogadores retornam do elenco de 2022, e a tática provavelmente girará em torno de transições rápidas e jogadas de bola parada, áreas nas quais Kim Min-jae e Cho Gue-sung se destacam. A inclusão de veteranos como o goleiro Jo Hyeon-woo e o defensor Kim Moon-hwan garante estabilidade, enquanto opções mais jovens como Castrop e Yang Hyun-jun oferecem dinamismo.

A presença de Son também destaca a crescente relevância global da MLS. Desde que se juntou ao LAFC, ele se adaptou perfeitamente ao estilo atlético da liga, e suas qualidades de liderança só se aprimoraram. Se ele brilhar no cenário mundial, pode acelerar a tendência dos melhores jogadores asiáticos de considerar a América do Norte como um destino viável, desafiando o caminho tradicional europeu.

Para a Coreia do Sul, este torneio representa uma oportunidade de superar sua eliminação nas oitavas de final em 2022. A combinação de veteranos experientes e caras novas sugere um time construído para lidar com a fisicalidade de uma Copa do Mundo na América Central. Se a defesa se mantiver firme e Son entregar em momentos chave, uma campanha profunda está ao alcance — potencialmente igualando ou melhorando sua histórica semifinal de 2002.

O anúncio também carrega peso simbólico: Son Heung-min, outrora um ponta esguio no Bayer Leverkusen, é agora o líder indiscutível de um elenco multicultural. De vencedores da Bundesliga a trabalhadores do Championship, este time sul-coreano reflete a natureza globalizada do futebol moderno. Enquanto se preparam para enfrentar diversos oponentes, a ambição coletiva é clara: tornar a Coreia do Sul uma ameaça, não apenas uma competidora.

Baseado em reportagens da BBC Sport.