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Tenente-Coronel da Polícia de São Paulo Acusado de Assédio

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Uma soldado feminina de 32 anos da Polícia Militar de São Paulo registrou uma queixa formal contra o Tenente-Coronel Geraldo Neto, acusando-o de assédio

Um oficial de alta patente da Polícia Militar de São Paulo enfrenta novas acusações graves. O Tenente-Coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, atualmente preso sob suspeita de assassinar sua esposa, foi acusado por uma soldado feminina de 32 anos de um padrão de assédio sexual e moral.

O advogado da soldado, Thiago Lacerda, protocolou a queixa formal na Corregedoria da PM em abril. As acusações detalham uma série de ações inadequadas do oficial, incluindo descobrir o endereço residencial da soldado para entregar um buquê de flores e enviar mensagens pelo WhatsApp dizendo que "queria beijar sua boca".

Segundo a queixa, os avanços do tenente-coronel foram persistentes. Ele supostamente fazia elogios pessoais frequentes, a convidava para seu escritório e expressava desejo de um relacionamento secreto. Imagens de câmeras de vigilância do prédio de apartamentos da soldado mostram supostamente Neto, em seu uniforme policial, visitando sua residência em pelo menos uma ocasião.

A soldado afirmou categoricamente que rejeitou todos os avanços e nunca teve qualquer relacionamento romântico com o oficial superior. Apesar de suas recusas, ela afirma que se tornou alvo de boatos e comentários prejudiciais nos corredores da polícia por causa de sua insistência contínua.

Um incidente específico citado ocorreu em 30 de setembro de 2025. A queixa alega que Neto foi ao prédio da soldado enquanto estava de folga, usando boné e óculos escuros, para entregar flores. Ao reconhecê-lo, ela retornou ao seu apartamento sem encontrá-lo. Ele então supostamente gritou no portão e depois enviou mensagens informando que havia deixado o buquê na recepção.

Em outra ocasião, o oficial supostamente visitou o local durante o horário de trabalho, desta vez em uniforme completo e dirigindo um veículo policial oficial. Esta visita também foi capturada pelas câmeras de segurança do prédio, fazendo parte das evidências submetidas aos investigadores.

O representante legal da soldado solicita a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM) formal para investigar possíveis crimes. Estes incluem desvio de missão, assédio sexual, assédio moral, ameaças e fraude processual. A Polícia Militar de São Paulo confirmou que os fatos apresentados na queixa foram registrados na Corregedoria e estão atualmente sob investigação.

Com base em reportagem do g1.