A Polícia Civil do Amazonas indiciou formalmente três guardas municipais em conexão com o tiroteo fatal de um jovem em Manaus no início deste ano. O indiciamento, enviado ao Tribunal de Justiça e ao Ministério Público estadual na terça-feira, nomeia Guilherme Pinheiro Braide, Hawan Lima Aguiar e Ataíde Fernandes Romeiro Junior.
A vítima, Bruno Girão Santos, de 22 anos, foi morta nas primeiras horas do dia 26 de fevereiro. O incidente ocorreu no beco União, localizado no bairro Compensa, na Zona Oeste da cidade. Segundo sua família, Santos voltava do trabalho e havia entrado no beco para encontrar um amigo quando foi baleado.
Familiares prestaram depoimentos alegando que os guardas dispararam os tiros que atingiram Santos pelas costas. Sua tia, Jaqueline Girão, declarou na época que a comunidade presenciou o evento. "Toda a população viu, há testemunhas, vizinhos que ouviram os disparos. Eles deram dois tiros. Atiraram nas costas do meu sobrinho e agora ele está morto", disse.
O caso atraiu atenção pública, com manifestantes depois tomando as ruas portando cartazes exigindo justiça para o jovem assassinado. O indiciamento marca uma etapa processual significativa, transferindo o caso da fase investigativa para o sistema judiciário para possível processo.
Baseado em reportagens do g1.