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Último suspeito do assassinato de empresário de açaí vai a

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O último dos quatro acusados pelo assassinato em 2021 do empresário de açaí Ednilson do Rego Pacheco está sendo julgado em Belém. A defesa alega que o réu era

O capítulo final do trágico assassinato do empresário de açaí Ednilson do Rego Pacheco está sendo desenrolado em um tribunal de Belém. O último dos quatro indivíduos acusados de seu assassinato está sendo julgado, marcando um momento significativo para um caso que chocou a comunidade de Icoaraci.

O réu, Charles Pacheco, enfrenta o júri com a acusação sendo apresentada pelo Promotor de Justiça Nadilson Portilho Gomes. O cerne da acusação é que Charles Pacheco participou ativamente do ato criminoso que levou à morte do empresário de 46 anos em abril de 2021.

No entanto, a defesa montou uma contra-narrativa. Durante seu interrogatório, a equipe jurídica de Charles Pacheco argumentou que seu cliente não participou do crime em si. Em vez disso, afirmam que ele estava simplesmente pegando carona no veículo usado pelos outros perpetradores, um dos quais era um policial já condenado pelo assassinato. Essa estratégia de defesa visa separar suas ações das dos indivíduos condenados.

O crime original foi uma execução brutal e rápida. Ednilson do Rego Pacheco, um conhecido comerciante local que possuía um negócio de distribuição de açaí e uma loja de alimentos, foi morto a tiros ao chegar em casa do trabalho em Icoaraci. Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento arrepiante em que homens armados saíram de um veículo, aproximaram-se de seu carro e atiraram fatalmente nele sem qualquer resistência aparente da vítima. O ataque foi tão repentino que deixou a comunidade local em estado de profundo choque.

A investigação foi rápida. No mesmo dia do crime, policiais militares conseguiram prender quatro suspeitos. A identificação e localização dos indivíduos foram significativamente auxiliadas pelas imagens das câmeras de segurança. Quando detidos, os suspeitos estavam em um veículo HB20 preto junto com armas de fogo, munições, roupas militares e um balaclava, pintando um quadro claro de uma operação premeditada.

Três dos coacusados já enfrentaram a justiça. O grupo incluía o policial militar Diego Dias, o guarda municipal Antenor Chagas e o segurança Antônio Carlos Pantoja. Todos os três foram previamente julgados e condenados em julgamentos separados pelo júri. Notavelmente, Diego Dias, que era o proprietário do carro usado no crime, recebeu uma sentença de 22 anos de prisão.

Agora, o foco está em Charles Pacheco, também identificado como segurança. Seu julgamento envolve a apresentação de provas e a oitiva de testemunhas, enquanto o tribunal busca determinar seu nível de envolvimento. O resultado decidirá se ele será responsabilizado junto com seus comparsas ou se a alegação da defesa de mera presença terá peso.

Com base em reportagem do g1.