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Wigan domina St Helens por 54-6: Mudança de poder na

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Wigan Warriors esmagou St Helens por 54-6 na final da Women's Challenge Cup de 2026 em Wembley, marcando um segundo ano consecutivo de domínio e sinalizando

Wigan Warriors fez uma demolição de tirar o fôlego contra St Helens na final da Women's Challenge Cup de 2026, vencendo por 54-6 no Estádio de Wembley. A vitória não apenas garantiu o bicampeonato para os Warriors, mas enfatizou de forma contundente uma mudança de guarda no rugby league feminino. Depois de St Helens ter conquistado quatro finais consecutivas entre 2021 e 2024, Wigan agora infligiu duas derrotas avassaladoras em dois anos, superando a goleada de 42-6 da temporada passada com uma demonstração ainda mais retumbante desta vez.

O placar não reflete totalmente a diferença em ritmo, precisão e exuberância juvenil. A média de idade de Wigan em campo girava em torno dos vinte anos, liderados por Eva Hunter, de 20 anos, que marcou quatro tries em uma atuação repleta de confiança e classe. Jenna Foubister, de 19 anos, foi eleita a jogadora da partida após ditar o ritmo desde os halves, enquanto sua companheira Izzy Rowe, também de 19, converteu as cobranças e controlou a bola com maturidade além de sua idade. Grace Banks, de 20 anos, adicionou outro try enquanto a próxima geração dos Warriors corria em volta de um St Helens repleto de veteranas, mas visivelmente sem respostas.

Em contraste, a espinha dorsal das Saints era baseada em experiência que de repente parecia uma desvantagem. Jodie Cunningham e Emily Rudge, ambas de 34 anos, foram servidoras excelentes, mas junto com Zoe Harris (32), Faye Gaskin (34) e Amy Hardcastle (37), foram superadas pela velocidade e ambição implacáveis. O simbolismo era evidente: um time que havia definido uma era estava sendo varrido por uma nova onda, e as reflexões pós-jogo de ambos os lados foram igualmente reveladoras.

O co-técnico das Saints, Craig Richards, não mediu palavras. "Somos um grupo muito honesto", disse. "As jogadoras reconhecem que mudanças estão por vir. Elas querem o melhor para o time... há um plano em andamento, mas tem que ser um plano lento. Esperamos que não leve muito tempo para voltarmos aonde precisamos estar". Richards apontou para uma abordagem gradual para integrar jovens talentos sem pressioná-las, mas a imediatidade da diferença sugere que uma reconstrução mais urgente pode ser necessária.

Do outro lado, o técnico principal de Wigan, Denis Betts, foi efusivo em seus elogios, enquadrando o resultado como parte de uma evolução mais ampla do esporte. "Elas transformaram este jogo. Este jogo na Inglaterra é diferente agora", declarou. Betts lembrou que após a final do ano passado, torcedores lhe disseram que "não sabiam que o jogo feminino parecia assim" e ele credita ao desejo de suas jogadoras de se expressarem. "Eu cheguei e perguntei como elas queriam jogar, depois dividimos isso e demos a elas as habilidades para conseguir fazer isso. Meu trabalho como técnico é apoiar a necessidade delas de melhorar e como elas querem jogar".

As próprias jogadoras ecoaram esse sentimento. A jogadora da partida, Foubister, descreveu a vitória como "absolutamente incrível, foi tudo que sonhamos como time" e destacou como a preparação durante a pré-temporada foi voltada para executar no maior palco. Anna Davies, que marcou dois tries, admitiu estar "um pouco sem palavras" e sentiu que a pressão de defender o título do ano passado tornou a atuação ainda mais satisfatória: "Achei que hoje seria uma batalha real porque elas estão vindo para cima de nós, e conseguir passar por aquela tempestade no início foi um pouco caótico, mas recuperamos a compostura".

Taticamente, a abordagem de Wigan tem sido definida por uma disposição para jogar um rugby expansivo e de alto risco. Betts deu poder ao seu time para confiar em seus instintos, e o resultado é uma marca de rugby ofensivo que desafia os métodos estabelecidos. O efeito cascata está sendo sentido em todo o rugby feminino, com outros clubes agora enfrentando o desafio de igualar a intensidade e o nível de habilidade de Wigan. Para as Saints, a lição é clara: elas devem acelerar sua regeneração ou arriscar ficar para trás. A insistência da comissão técnica em um "plano lento" pode precisar ser revista se quiserem fechar a diferença antes que a próxima geração de talentos em outros clubes amadureça.

A mudança de poder também tem implicações para a competição geral da Super League. A exuberância juvenil de Wigan estabeleceu um novo padrão, e com toda a temporada sendo transmitida ao vivo pela Sky Sports, o perfil do rugby feminino continua a crescer. Mais olhos significam maior escrutínio e expectativas mais altas, mas Wigan parece pronto para abraçar esse holofote. Como Betts observou, suas jogadoras estão "constantemente tentando melhorar" e mesmo após uma margem de vitória de 48 pontos, elas já estavam focadas em áreas para aperfeiçoar.

Olhando para o futuro, St Helens enfrenta um período de introspecção. O núcleo que proporcionou tanto sucesso está se aproximando do ocaso, e a próxima geração deve ser integrada com cuidado, mas de forma decisiva. Enquanto isso, Wigan irá mirar construir uma dinastia própria. Com Hunter, Foubister, Rowe e Banks liderando, o futuro parece brilhante em cereja e branco. A final da Women's Challenge Cup de 2026 será lembrada não apenas pelo placar, mas como o dia em que o equilíbrio de poder mudou definitivamente.

Com base em reportagens da Sky Sports.