O número 3 do mundo, Alexander Zverev, expressou fortes críticas em relação à distribuição da premiação nos torneios de Grand Slam, destacando uma disparidade significativa que ele considera injusta para os tenistas profissionais.
Falando após sua vitória na segunda rodada sobre seu compatriota Daniel Altmaier no Masters de Roma, Zverev abordou o crescente descontentamento entre os jogadores quanto à sua parcela da receita gerada pelos quatro maiores eventos do esporte.
"Não falamos sobre boicote", esclareceu Zverev, referindo-se a especulações anteriores. "Se você olhar para a distribuição da premiação em outros esportes, é aproximadamente 50/50. Nós, como jogadores, recebemos apenas cerca de 15% – tanto homens quanto mulheres. É isso que nos frustra como atletas".
A estrela alemã enfatizou os desafios financeiros enfrentados pelos tenistas profissionais, observando que apenas cerca de 150 jogadores masculinos e ainda menos femininos conseguem atualmente viver apenas do esporte. Ele argumentou que um modelo de distribuição mais justo, alinhado com outros grandes esportes, permitiria que um número muito maior de jogadores obtivesse uma renda sustentável.
Zverev apontou suas próprias experiências exaustivas em quadra para reforçar seu argumento. "Minha final de Roland Garros durou seis horas, e minha semifinal contra Carlos [Alcaraz] foi de cinco horas e meia", disse ele. "Acredito que uma partida como essa vale mais do que 15%".
O objetivo principal, segundo Zverev, é desenvolver o tênis e torná-lo mais lucrativo para um número significativamente maior de jogadores, não apenas para aqueles classificados entre os 100 primeiros. Ele considera a atual parcela de 15% fundamentalmente injusta.
Seus comentários vêm em meio a discussões mais amplas dentro da comunidade do tênis sobre o modelo econômico do esporte e como a receita de seus torneios mais prestigiados é compartilhada com os atletas que competem neles.
Com base em reportagens de Чемпионат.com.